Relator da CPI do Crime Organizado reúne assinaturas para prorrogar comissão

Relator da CPI do Crime Organizado reúne assinaturas para prorrogar comissão

Alessandro Vieira busca estender prazo em 60 dias para ouvir mais depoentes e finalizar investigações.

Redação
Redação

6 de abril de 2026

O relator da CPI do Crime Organizado no Senado, senador Alessandro Vieira (MDB), informou neste domingo (5) que conseguiu as assinaturas necessárias para pedir a prorrogação dos trabalhos da comissão por mais 60 dias. A decisão final sobre a continuidade da investigação cabe ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União).

A intenção é ampliar o prazo atual, que termina em 14 de abril, para permitir a análise de documentos, a oitiva de mais depoentes e a consolidação do relatório final. Vieira destacou que ainda faltam etapas importantes antes do encerramento da comissão parlamentar de inquérito.

Objetivos e críticas da comissão

O relator, Alessandro Vieira, reforçou o propósito da CPI ao afirmar que ela busca “trazer um pouco de luz, apontando abusos, omissões e crimes de figuras poderosas”. Ele acrescentou que “o Brasil só será uma República democrática de verdade quando a mesma lei valer para todos”.

Durante os trabalhos, parlamentares integrantes da comissão criticaram decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) que, em sua avaliação, têm dificultado o andamento das investigações. Um exemplo citado foi a transformação, pelo ministro André Mendonça, da convocação do ex-presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, em um convite, o que permitiu sua ausência.

Novas convocações e depoimentos recentes

Enquanto aguarda a decisão de Alcolumbre, a CPI aprovou novas convocações. Entre os nomes estão os ex-governadores Cláudio Castro, do Rio de Janeiro, e Ibaneis Rocha, do Distrito Federal, para prestar esclarecimentos sobre temas relacionados ao combate ao crime organizado.

A comissão também ouviu recentemente o professor da Universidade de São Paulo (USP), Leandro Piquet Carneiro. O pesquisador apontou mudanças no perfil do crime na América Latina, com a diminuição de crimes violentos e o aumento de fraudes e atuação em mercados ilegais, como contrabando e falsificação. Piquet Carneiro destacou que o combate a esse tipo de crime depende do enfrentamento da corrupção dentro das próprias instituições.

Próximos passos e expectativas

Até o momento, não há previsão de quando o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, deve se pronunciar sobre o pedido de prorrogação. Caso autorizado, o novo prazo de 60 dias permitirá à comissão avançar na coleta de provas e consolidar o relatório final, que deve indiciar possíveis envolvidos em crimes investigados.

Os integrantes da CPI mantêm o cronograma de depoimentos enquanto aguardam a decisão, demonstrando a intenção de continuar as investigações sobre a atuação de organizações criminosas no país.

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