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Réveillon na Paulista tem área exclusiva e fogos silenciosos para neurodivergentes

Réveillon na Paulista tem área exclusiva e fogos silenciosos para neurodivergentes

Iniciativa inédita ofereceu espaço reservado e queima de fogos adaptada para garantir conforto durante a virada de ano.

Redação
Redação

1 de janeiro de 2026 ·
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O réveillon de 2025 na Avenida Paulista, em São Paulo, contou com uma iniciativa inédita para promover a inclusão. A tradicional festa de ano novo ofereceu uma área exclusiva para pessoas neurodivergentes, idosos e crianças, além de uma queima de fogos com efeitos visuais, mas sem o barulho característico.

A ação, organizada pela prefeitura, buscou garantir que um público mais sensível a estímulos sonoros e aglomerações também pudesse celebrar a virada do ano com conforto e segurança. O espaço reservado foi montado próximo ao palco principal do evento.

Pais destacam importância da iniciativa

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Renato Trevelin, pai de Gianluca, uma criança que convive com a Atrofia Muscular Espinhal (AME), participou da festa com o filho e elogiou a medida. Ele relatou que, antes do início dos fogos, Gianluca já demonstrava sinais de ansiedade.

"É super importante porque o meu filho, antes de começar os fogos, estava com o olho vermelho, ele estava com medo. No próximo ano ele já vai ter mais confiança pra vir sabendo que não vai ter aquele barulho ensurdecedor", afirmou Trevelin à reportagem.

Prefeito reforça compromisso com acessibilidade

No palco do evento, momentos antes da contagem regressiva para 2025, o prefeito Ricardo Nunes (MDB) destacou o propósito da queima de fogos silenciosa. Em seu discurso, ele ampliou o alcance do benefício para além do público neurodivergente.

"Esse espaço é fundamental para os idosos que moram aqui no entorno. Para as crianças e adultos com autismo e também para animais domésticos que sofrem com o barulho de fogos tradicionais", declarou o prefeito.

Contexto e tendência de eventos acessíveis

A criação de ambientes sensoriais e a adaptação de eventos de grande porte para pessoas com neurodivergências é uma tendência crescente em grandes cidades. Condições como autismo, síndrome de Down e outras podem tornar a exposição a ruídos altos e multidões uma experiência aversiva e até traumática.

A iniciativa na Paulista segue exemplos de outros eventos culturais, como sessões de cinema e teatrais adaptadas, que vêm sendo implementados no Brasil nos últimos anos para promover a inclusão social e o acesso à cultura e ao lazer para todos.

A expectativa da organização é que a experiência bem-sucedida do réveillon 2025 sirva de modelo para futuras edições da festa e inspire a adaptação de outros grandes eventos públicos na cidade de São Paulo, consolidando práticas mais acessíveis no calendário oficial.

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