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O litoral paulista tem 23 praias consideradas impróprias para banho nesta semana, conforme o boletim de balneabilidade divulgado pela Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) nesta segunda-feira (22). O relatório, que monitora a qualidade da água semanalmente, analisou 175 praias ao longo da costa.

A cidade de Santos é a que concentra o maior número de pontos inadequados, com oito praias na lista. A classificação de "imprópria" é dada quando a análise identifica mais de 100 colônias de bactérias a cada 100 mililitros de água, nível que oferece riscos à saúde dos banhistas.

Cidades com praias contaminadas

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Além de Santos, outras nove cidades têm trechos do litoral impróprios para banho. São elas: Ubatuba, Caraguatatuba, São Sebastião, Ilhabela, Guarujá, São Vicente, Praia Grande, Itanhaém e Peruíbe. A Cetesb recomenda que a população evite o contato com a água nestes locais.

O monitoramento é realizado pela Cetesb desde 1974, sendo uma referência nacional na avaliação da qualidade de águas balneares. A contaminação geralmente está associada a lançamentos de esgoto não tratado nos rios que deságuam no mar, especialmente após períodos de chuva intensa.

Critérios técnicos e riscos à saúde

A presença da bactéria Escherichia coli é o principal indicador de contaminação fecal. A ingestão acidental de água contaminada pode causar problemas gastrointestinais, infecções de pele, ouvido e olhos. Crianças, idosos e pessoas com imunidade baixa são os grupos mais vulneráveis.

Os pontos de coleta de água para análise são fixos e localizados onde há maior concentração de banhistas. Os resultados são atualizados todas as sextas-feiras no site da Cetesb e em painéis informativos instalados nas praias.

Próximos passos e recomendações

A Cetesb encaminha os relatórios às prefeituras e aos órgãos de saneamento para que tomem as providências necessárias para identificar e solucionar as fontes de poluição. Enquanto a situação não for normalizada, a orientação é que os banhistas consultem o boletim antes de ir à praia e optem pelos trechos classificados como "próprios".

O órgão ambiental reforça que a melhoria da balneabilidade depende diretamente de investimentos em coleta e tratamento de esgoto em toda a bacia hidrográfica costeira.