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A Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH) divulgou, na última sexta-feira (19), um relatório que aponta sete praias do litoral de Pernambuco como impróprias para banho. O levantamento, que monitora a qualidade da água, foi realizado em diversos pontos do estado.

As praias consideradas inapropriadas estão localizadas nos municípios de Itamaracá, Paulista, Olinda e Recife. Segundo a CPRH, a classificação é aplicada quando o local não atende ao critério para águas próprias ou apresenta concentração superior a 400 enterococos por 100 mililitros na última amostragem coletada.

Praias afetadas pela contaminação

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Conforme o relatório oficial, as sete praias impróprias para banho são: Praia de Jaguaribe e Praia de Pila, ambas em Itamaracá; Praia do Janga, em Paulista; Praia de Rio Doce, Praia do Carmo e Praia dos Milagres, em Olinda; e a Praia do Pina, no Recife.

A CPRH é o órgão responsável pelo monitoramento sistemático da balneabilidade no estado. Os enterococos, bactérias utilizadas como indicadores de contaminação fecal, sugerem a presença de esgoto não tratado nas águas, o que representa riscos à saúde dos banhistas, como infecções gastrointestinais, de pele e ouvido.

Contexto e praias consideradas próprias

Em contrapartida, o mesmo boletim da agência ambiental informa que 20 praias monitoradas no estado foram consideradas aptas para os banhistas. A lista completa das praias próprias para banho está disponível no site oficial da CPRH.

O monitoramento da balneabilidade é uma prática regular no estado, especialmente durante o verão e períodos de alta temporada, para orientar a população e turistas. A poluição das praias pernambucanas é um problema histórico, frequentemente associado a deficiências no sistema de esgotamento sanitário e à ocupação irregular do solo no entorno dos cursos d'água que deságuam no mar.

Recomendações e próximos passos

Diante do resultado, a recomendação das autoridades é que os banhistas evitem o contato com a água nas praias listadas como impróprias. A CPRH deve divulgar um novo boletim com atualizações sobre a qualidade da água, conforme seu calendário regular de monitoramento.

O problema reitera a necessidade de investimentos em saneamento básico na região metropolitana do Recife. A situação das praias é monitorada constantemente, e qualquer mudança na condição será comunicada por meio dos canais oficiais da agência ambiental.