Você já imaginou ser executado por um pelotão de fuzilamento nos Estados Unidos? Pois essa possibilidade voltou a ser real. O governo Trump acaba de dar um passo que promete reacender o debate sobre a pena capital no país.
O anúncio que mudou as regras do jogo
Nesta sexta-feira (24), o Departamento de Justiça dos EUA anunciou a retomada das injeções letais em âmbito federal, cumprindo uma ordem direta do presidente Donald Trump. Mas não parou por aí: fuzilamento, eletrocução e asfixia por gás também foram oficialmente autorizados como métodos de execução.
A medida revoga a suspensão imposta por Joe Biden, que havia interrompido as execuções federais após estudos apontarem que a injeção letal causava "dor e sofrimento desnecessários". Agora, o governo Trump classifica essa análise como "profundamente falha".
O que muda na prática para os condenados?
Na prática, a determinação serve como um parâmetro federal. Cada estado americano continua com autonomia para definir quais métodos são permitidos ou proibidos. Mas o recado é claro: a pena de morte volta com força total.
O procurador-geral Todd Blanche foi além e instruiu o Departamento de Prisões a incluir métodos adicionais já previstos em leis estaduais. Entre eles, o pelotão de fuzilamento, a asfixia por nitrogênio e a eletrocussão.
O histórico sangrento que Trump quer retomar
Vale lembrar: no primeiro mandato de Trump (2017-2021), as execuções federais foram retomadas após 20 anos de hiato. Naquela época, 13 condenados foram executados. Agora, o governo quer acelerar ainda mais o processo.
Em contraste, durante a gestão Biden, apenas três condenados foram mortos e outros 37 tiveram a pena substituída por prisão perpétua. A diferença de abordagem é brutal.
Métodos que a ONU compara à tortura
Os números recentes mostram que a prática já está em andamento em alguns estados. Em 2025, a Carolina do Sul executou um homem por fuzilamento, diante da falta de medicamentos para injeção letal. Um ano antes, o Alabama foi o primeiro estado a aplicar a asfixia por nitrogênio – método que a Organização das Nações Unidas (ONU) comparou à tortura.
Os Estados Unidos são um dos 55 países que ainda adotam a pena capital, e essa decisão coloca o país sob ainda mais pressão internacional.
O que esperar daqui para frente?
A retomada das execuções federais deve acelerar o número de condenados mortos nos próximos meses. Para os presos no corredor da morte, a esperança de um indulto ou comutação de pena diminuiu drasticamente.
Enquanto isso, o debate sobre métodos de execução "humanitários" vs. "eficientes" promete dominar os tribunais e a opinião pública americana. Uma coisa é certa: a guerra cultural sobre a pena de morte nos EUA está longe de terminar.