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Imagine receber uma oferta irresistível no Facebook: um produto com 70% de desconto, um curso que promete te ensinar a investir e ficar rico em uma semana, ou até mesmo um romance que parece ter saído de um filme. Parece bom demais para ser verdade? Pois é. E, infelizmente, para milhões de pessoas, essa armadilha custou caro.

Um novo relatório da Comissão Federal de Comércio dos EUA (FTC) acaba de acender um alerta global: em 2025, os americanos perderam impressionantes US$ 2,1 bilhões (cerca de R$ 12 bilhões) em golpes que começaram nas redes sociais. O número é oito vezes maior do que há cinco anos. E a pergunta que fica é: como eles fazem isso?

O Facebook é o novo campo minado

De acordo com a FTC, quase 30% de todas as pessoas que reportaram ter caído em algum golpe disseram que a história começou em uma plataforma social. E o campeão absoluto de reclamações é o Facebook, deixando WhatsApp e Instagram bem atrás. Apenas os golpes originados no Facebook já superam as perdas combinadas de todos os golpes por e-mail e SMS.

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Os criminosos não são amadores. Eles estudam o seu perfil, os seus gostos e até as suas necessidades mais profundas. O golpe mais comum? A compra falsa. Mais de 40% das vítimas disseram que clicaram em um anúncio de um produto — que ia de roupas e cosméticos a peças de carro e filhotes de cachorro — e nunca receberam nada. Muitos desses anúncios levam para sites falsos que imitam marcas famosas, oferecendo descontos que são, na verdade, uma isca.

O golpe do investimento que custou US$ 1,1 bilhão

Mas a fatia mais assustadora do bolo é outra. Os chamados "esquemas de investimento" que começam com anúncios ou posts oferecendo ensinar como investir já geraram um prejuízo de US$ 1,1 bilhão. Os golpistas se passam por consultores amigáveis, criam grupos no WhatsApp cheios de depoimentos falsos e te guiam para plataformas de investimento que não passam de um teatro digital.

E não para por aí. Quase 60% das pessoas que reportaram ter caído em um golpe de romance em 2025 disseram que ele começou em uma rede social. O criminoso cria uma persona perfeita para você, constrói uma relação de confiança e, de repente, inventa uma crise — um parente doente, um problema no trabalho — ou, de forma mais sutil, oferece um "conselho de investimento" que leva você direto para uma armadilha.

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Como se proteger dessa máquina de enganar

A FTC não está apenas revelando os números; ela está dando o mapa para você não ser a próxima vítima. As recomendações são simples, mas poderosas: limite quem pode ver suas postagens e contatos, nunca — jamais — permita que alguém que você conheceu online tome decisões de investimento por você, e antes de comprar qualquer coisa, pesquise o nome da empresa junto com as palavras "golpe" ou "reclamação".

O mundo digital é uma ferramenta incrível, mas também se tornou a maior avenida para criminosos. A diferença entre cair ou não em um golpe muitas vezes é um clique de curiosidade. E agora que você sabe o tamanho do problema, a pergunta é: você vai confiar cegamente no próximo anúncio que aparecer na sua tela?