70 anos, um Cybertruck e um lago: o teste de Wade Mode que deu errado (e virou prisão)
Motorista tentou usar o modo “barco” do Tesla em um lago de 20 metros de profundidade. O resultado? O carro afundou e ele foi preso.
Você confiaria no manual do seu carro? Pois um homem de 70 anos decidiu testar os limites do seu Tesla Cybertruck de uma forma que quase custou o veículo — e lhe rendeu uma noite na cadeia.
O teste que virou naufrágio
Na última segunda-feira, a polícia de Grapevine, no Texas, prendeu Jimmy McDaniel, 70 anos, após ele dirigir seu Cybertruck diretamente para dentro do lago Grapevine. O motivo? Ele queria testar o famoso “Wade Mode” do veículo.
Só tem um problema: o manual do proprietário do Cybertruck é claro. O Wade Mode foi projetado para riachos rasos ou rios com profundidade máxima de 81 centímetros. O lago Grapevine, por outro lado, chega a 20 metros de profundidade em alguns pontos.
No local do incidente — o píer do Katie’s Woods Park Boat Ramp —, a água perto da margem tem cerca de 30 centímetros, mas o fundo desaba rapidamente.
O resultado previsível (mas nem tanto)
Como você já deve imaginar, a picape elétrica inundou e parou de funcionar. O motorista e os passageiros conseguiram escapar ilesos, e o Cybertruck só foi retirado do lago com a ajuda do corpo de bombeiros local.
McDaniel foi preso sob acusações de contravenção por dirigir em uma área fechada do parque/lago e múltiplas violações de equipamentos de segurança aquática. Ele passou a noite na cadeia e foi solto no início da tarde de terça-feira.
Não é a primeira vez que isso acontece
A história fica ainda mais curiosa. Em 2025, um vídeo de alguém dirigindo um Cybertruck no mesmo lago viralizou no X. Na época, o próprio Elon Musk respondeu: “Com um pouco de trabalho, deve ser capaz de atravessar águas abertas.”
E em 2022, antes do lançamento do veículo, Musk disse que o Cybertruck “seria à prova d’água o suficiente para servir brevemente como um barco”. Mas, como o manual deixa claro, esses planos nunca se concretizaram.
O que fica é o alerta: confiar no hype de um tuíte pode custar caro — e, neste caso, até render uma cela.
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