70 anos, um Cybertruck e um lago: o teste de Wade Mode que deu errado (e virou prisão)

70 anos, um Cybertruck e um lago: o teste de Wade Mode que deu errado (e virou prisão)

Motorista tentou usar o modo “barco” do Tesla em um lago de 20 metros de profundidade. O resultado? O carro afundou e ele foi preso.

Redação
Redação

19 de maio de 2026

Você confiaria no manual do seu carro? Pois um homem de 70 anos decidiu testar os limites do seu Tesla Cybertruck de uma forma que quase custou o veículo — e lhe rendeu uma noite na cadeia.

O teste que virou naufrágio

Na última segunda-feira, a polícia de Grapevine, no Texas, prendeu Jimmy McDaniel, 70 anos, após ele dirigir seu Cybertruck diretamente para dentro do lago Grapevine. O motivo? Ele queria testar o famoso “Wade Mode” do veículo.

Só tem um problema: o manual do proprietário do Cybertruck é claro. O Wade Mode foi projetado para riachos rasos ou rios com profundidade máxima de 81 centímetros. O lago Grapevine, por outro lado, chega a 20 metros de profundidade em alguns pontos.

No local do incidente — o píer do Katie’s Woods Park Boat Ramp —, a água perto da margem tem cerca de 30 centímetros, mas o fundo desaba rapidamente.

O resultado previsível (mas nem tanto)

Como você já deve imaginar, a picape elétrica inundou e parou de funcionar. O motorista e os passageiros conseguiram escapar ilesos, e o Cybertruck só foi retirado do lago com a ajuda do corpo de bombeiros local.

McDaniel foi preso sob acusações de contravenção por dirigir em uma área fechada do parque/lago e múltiplas violações de equipamentos de segurança aquática. Ele passou a noite na cadeia e foi solto no início da tarde de terça-feira.

Não é a primeira vez que isso acontece

A história fica ainda mais curiosa. Em 2025, um vídeo de alguém dirigindo um Cybertruck no mesmo lago viralizou no X. Na época, o próprio Elon Musk respondeu: “Com um pouco de trabalho, deve ser capaz de atravessar águas abertas.”

E em 2022, antes do lançamento do veículo, Musk disse que o Cybertruck “seria à prova d’água o suficiente para servir brevemente como um barco”. Mas, como o manual deixa claro, esses planos nunca se concretizaram.

O que fica é o alerta: confiar no hype de um tuíte pode custar caro — e, neste caso, até render uma cela.

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