Dia do Terror na Meta: 8 mil demissões começam hoje — veja o pacote de benefícios
Emails já estão sendo enviados; saiba quanto a gigante está pagando aos demitidos e o que vem por aí
O dia que os funcionários da Meta mais temiam chegou. A partir das 4h da manhã (horário local), os e-mails de demissão começaram a pipocar nas caixas de entrada de aproximadamente 8 mil colaboradores — o equivalente a 10% de toda a força de trabalho da gigante de tecnologia.
O pacote de saída que ninguém quer receber
Se você for um dos afetados nos Estados Unidos, prepare-se: a Meta está oferecendo 16 semanas de salário base (quatro meses) mais duas semanas extras para cada ano completo de casa. Isso significa que um funcionário com cinco anos de empresa pode levar até seis meses de pagamento só na rescisão.
Mas o grande destaque — e o que pode aliviar um pouco o baque — é o plano de saúde. A empresa triplicou a cobertura: agora são 18 meses de assistência médica para o funcionário e toda a família. Para efeito de comparação, a Block (do Fundador do Twitter) deu seis meses de plano, e a Amazon, apenas três.
Os funcionários fora dos EUA também receberão pacotes similares, mas com valores ajustados por país.
Por que a Meta está fazendo isso agora?
Em um memorando interno, a chefe de RH, Janelle Gale, foi direta: a empresa quer achatar a estrutura organizacional. "Muitas áreas podem operar com times menores e mais rápidos", escreveu. Na prática, a Meta está cortando cargos de gerência para dar mais autonomia a equipes enxutas — e, de quebra, economizar bilhões.
E não para por aí. A Meta já avisou que não descarta novas rodadas de demissão depois desta leva de 10%. Enquanto isso, está realocando mais de 7 mil pessoas para projetos de inteligência artificial, área em que pretende investir entre US$ 125 bilhões e US$ 145 bilhões até 2026.
O clima dentro da empresa é de "merda" — palavras da própria RH
Em uma reunião interna no mês passado, Gale admitiu que a moral da equipe despencou com a ameaça constante de cortes. Ela disse que a empresa está tentando fazer de uma situação "uma merda" a "melhor versão possível". A triplicação do plano de saúde foi uma resposta direta a esse caos.
Para quem ficar, a mensagem é clara: a Meta está se transformando em uma máquina mais enxuta, mais focada em IA e menos tolerante com hierarquias inchadas. O futuro da empresa — e de seus funcionários — está sendo reescrito agora.
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