O verdadeiro motivo pelo qual o gênio do "vibe coding" trocou a OpenAI pela Anthropic

O verdadeiro motivo pelo qual o gênio do "vibe coding" trocou a OpenAI pela Anthropic

Andrej Karpathy, o criador do termo que viralizou, acaba de fazer uma jogada que pode redefinir a guerra da inteligência artificial.

Redação
Redação

19 de maio de 2026

Você já ouviu falar em "vibe coding"? Se não, prepare-se: essa é a expressão que está mudando a forma como enxergamos a programação. E o cérebro por trás dela, Andrej Karpathy, um dos nomes mais respeitados do planeta na área de IA, acabou de tomar uma decisão que pegou o mercado de surpresa.

O "reforço dos sonhos" que a Anthropic conseguiu

Na última terça-feira, Karpathy anunciou em seu perfil no X (antigo Twitter) que está de casa nova. Depois de ser um dos fundadores do OpenAI e passar pelo comando da inteligência artificial da Tesla, ele agora vestiu a camisa da Anthropic, a rival direta do seu antigo clube.

"Estou muito animado para voltar à pesquisa e desenvolvimento", escreveu Karpathy. Para a Anthropic, essa contratação não é apenas mais um nome no quadro de funcionários. É um golpe de mestre na guerra de talentos que define o futuro da tecnologia.

De onde vem esse cara e por que ele é tão importante?

A trajetória de Karpathy parece um roteiro de Hollywood. Ele ajudou a fundar o OpenAI, depois foi para a Tesla liderar o time de visão computacional do Autopilot, voltou para a OpenAI em 2023 e, em fevereiro de 2024, saiu novamente para criar sua própria empresa de educação focada em IA, a Eureka Labs.

Mas foi em 2025 que ele virou um fenômeno pop. Karpathy cunhou o termo "vibe coding" para descrever um novo jeito de programar: "onde você simplesmente se entrega às vibes, abraça os exponenciais e esquece que o código existe". A ideia explodiu porque resume perfeitamente como qualquer pessoa, mesmo sem saber programar, pode criar coisas incríveis usando ferramentas de IA generativa.

O que ele vai fazer na nova casa?

Na Anthropic, Karpathy vai comandar um novo time dentro da equipe de pré-treinamento, liderada por Nicholas Joseph (outro ex-OpenAI). O foco? Usar o próprio Claude (o modelo de IA da empresa) para acelerar a pesquisa de pré-treinamento. É como se o próprio aluno estivesse ajudando a criar a escola.

E não para por aí. Karpathy já está pensando no próximo passo da evolução. Ele recentemente sugeriu que o termo "vibe coding" pode ficar ultrapassado, dando lugar ao que chama de "agentic engineering" — um estágio onde os próprios agentes de IA escrevem o código, com supervisão humana.

O cenário de guerra: uma rivalidade que virou novela

Karpathy chega em um momento explosivo. A Anthropic, que já vale mais de US$ 1 trilhão no mercado secundário, ultrapassou a OpenAI em valorização. A briga entre as duas empresas virou até caso pessoal: os CEOs Sam Altman (OpenAI) e Dario Amodei (Anthropic) se recusaram a posar de mãos dadas para uma foto, e Altman acusou publicamente a Anthropic de alimentar o ódio que levou a um ataque contra sua casa.

Com a chegada de Karpathy, a mensagem da Anthropic é clara: a guerra não é só por mercado, mas por quem tem os melhores cérebros para definir o rumo da inteligência artificial. E, pelo visto, eles acabaram de roubar um dos maiores.

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