O governo alemão avalia se junta a uma possível ação militar dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, caso o regime persista com ataques na região. A informação foi confirmada por representantes do Ministério das Relações Exteriores da Alemanha e membros da Comissão de Relações Exteriores do Bundestag à Rádio do Exército de Israel.
A decisão ocorre após um ataque coordenado de grande escala realizado por Israel e EUA no último sábado (28), que atingiu o Irã e resultou na morte do líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei, de 86 anos. A mídia estatal iraniana confirmou a morte sem detalhar a causa.
Escola primária é alvo e deixa centenas de vítimas infantis
O ataque de sábado atingiu a escola primária Shajareh Tayyebeh, na cidade de Minab, província de Hormozgan. Segundo Ali Farhadi, porta-voz do Ministério da Educação iraniano, cerca de 153 crianças morreram no bombardeio à instituição, que era composta somente por alunas com idade entre 7 e 12 anos.
Na hora do ataque, as crianças estavam em sala de aula. Mais de 100 corpos foram contabilizados no local, sendo ao menos 80 alunas da escola. A informação foi divulgada pela agência de notícias estatal Irna.
Pressão internacional e resposta iraniana
No último domingo (1), França, Alemanha e Reino Unido emitiram uma declaração conjunta condenando os ataques do Irã na região. O comunicado alertava que os países estão prontos para defender seus interesses e os de aliados no Golfo, tomando "medidas defensivas" se necessário.
Em resposta, o principal oficial de segurança iraniano, Ali Larijani, afirmou nesta segunda-feira (2) que o país não negociará com os Estados Unidos. A declaração, feita na rede social X (antigo Twitter), contradiz alegações anteriores do presidente americano, Donald Trump.
Trump havia comentado a morte de Khamenei em sua rede social Truth Social, classificando o aiatolá como "uma das pessoas mais perversas da história". A morte do líder gera incertezas sobre o futuro da República Islâmica e amplia o risco de instabilidade em toda a região do Oriente Médio.