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Um ataque aéreo no Irã, ocorrido no último sábado, levou ao fechamento imediato do espaço aéreo do país e de nações vizinhas, causando o cancelamento em massa de voos e deixando milhares de passageiros presos em aeroportos ao redor do mundo. A medida de segurança, ainda sem data para normalização, afetou especialmente os grandes hubs de conexão global no Oriente Médio.

Autoridades da aviação civil e companhias aéreas emitiram alertas, orientando passageiros a não se dirigirem aos aeroportos e a verificar o status de seus voos. O caos se instalou em terminais como o de Dubai, considerado o mais movimentado do mundo para viagens internacionais, onde embarques e desembarques foram totalmente suspensos.

Centro do caos nos megahubs

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O coração da interrupção está no Oriente Médio. O Dubai International Airport (DXB) teve todas as operações suspensas até segunda ordem. A Autoridade Geral de Aviação Civil dos Emirados Árabes Unidos informou, em publicação no X, que aproximadamente 20.200 passageiros afetados receberam assistência com acomodações temporárias e remarcação de voos.

Dados da empresa de análise de aviação Cirium mostram que as companhias aéreas locais – Emirates, Qatar Airways e Etihad Airways – transportam juntas cerca de 90.000 passageiros em trânsito por dia. Esse número não inclui os milhares de viajantes com destino final na região.

Passageiros relatam horas de espera e desinformação

O passageiro da Emirates Jaiveer Cheema, que deveria voltar para os EUA no sábado, contou ao Business Insider que ficou preso dentro do avião por cinco horas sem comida antes de todos serem desembarcados. "As próximas horas no aeroporto foram de caos, pois ninguém sabia o que fazer", disse ele. "Falamos com vários guardas de segurança e funcionários da Emirates, e todos nos deram respostas diferentes."

Cheema conseguiu um voucher de hotel após horas em filas, mas ainda aguardava por um quarto quase 20 horas após chegar para seu voo original das 9h. Um porta-voz da Emirates não respondeu imediatamente a um pedido de comentário.

Impacto global e reação das companhias aéreas

A interrupção se espalhou para muito além da região. Voos com destino aos Emirados, Qatar e Arábia Saudita partindo de locais como Londres, Bali, Bangladesh e EUA foram cancelados ou desviados no meio do trajeto.

O Grupo Lufthansa anunciou a suspensão de voos para Beirute, Tel Aviv, Amã, Erbil e Teerã até 7 de março. "Os espaços aéreos de Israel, Líbano, Jordânia, Iraque, Qatar e Irã também não serão utilizados até 7 de março", afirmou a corporação. Voos para e de Dubai, Abu Dhabi, Riade e Damman estão suspensos até 1º de março.

Aeroportos ao redor do mundo emitiram alertas. O Aeroporto Internacional Indira Gandhi, em Delhi, na Índia, informou que "voos internacionais com destino a oeste continuam a sofrer interrupções". O Aeroporto de Gatwick, em Londres, disse esperar "perturbações em nossos voos da Qatar e Emirates".

Prioridade na segurança e incerteza futura

O Aeroporto Internacional Hamad, no Qatar, afirmou que todo o movimento de aeronaves foi temporariamente suspenso devido ao fechamento do espaço aéreo do país. "Nossa prioridade é sempre a segurança de nossos passageiros e funcionários", escreveu o aeroporto em um comunicado.

As companhias aéreas alertaram os passageiros nas redes sociais para esperarem longos tempos de espera nos aeroportos e nas linhas de atendimento ao cliente. O número crescente de pessoas e aeronaves deslocadas deve aumentar em todo o mundo se os aeroportos não conseguirem retomar as operações em breve.