Os Estados Unidos e Israel atingiram ao menos quatro hospitais no Irã durante uma nova onda de ataques neste domingo (1º). A informação foi confirmada pelo porta-voz do Ministério da Saúde do país, Hossein Kermanpour, que relatou cenas de pânico e fuga em unidades de saúde.
Os bombardeios ocorreram em meio a uma escalada militar que também teve como alvo a capital Teerã e outras regiões do território iraniano. Em resposta, o Irã lançou uma salva de mísseis contra Tel Aviv e Jerusalém, em Israel.
Cenas de caos e transferência de pacientes
O porta-voz Hossein Kermanpour descreveu a situação como inédita. "Pela primeira vez na vida, estou testemunhando algo que jamais vi, nem mesmo durante a Guerra Irã-Iraque", afirmou ele na rede social X. "Pacientes sendo carregados nos braços de seus cuidadores, fugindo para ruas tomadas pela fumaça após explosões de mísseis ao lado do hospital".
Segundo Kermanpour, os mísseis atingiram as proximidades do Hospital Abuzar, na cidade de Ahvaz. A situação exigiu a transferência de ao menos 26 pacientes – incluindo internados na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) – para outros centros médicos. A operação foi realizada por 30 ambulâncias.
Outras unidades médicas afetadas
Além do Hospital Abuzar, outras três unidades de saúde foram atingidas pelos ataques. O porta-voz confirmou que os hospitais Khatam, Motahari e Gandhi, localizados em Teerã, também foram alvos dos bombardeios.
Kermanpour também mencionou que três bases de emergência – em Sarab, Chabahar e Hamedan – foram atacadas, resultando em dois paramédicos feridos.
Contexto da escalada militar
Os ataques a hospitais ocorrem dentro de uma nova onda de hostilidades. Israel iniciou o domingo bombardeando Teerã e outras regiões do Irã. Explosões foram ouvidas em diversos pontos da capital iraniana.
Além disso, o aeroporto internacional de Mashhad, no nordeste do país, também foi atingido. A resposta iraniana com mísseis contra cidades israelenses marca uma intensificação direta do conflito entre as nações.
Acusações de violações dos direitos humanos
O porta-voz do Ministério da Saúde iraniano fez uma grave acusação contra os autores dos ataques. "O registro das violações dos direitos humanos nesta guerra será escrito com sangue e vergonha", declarou Kermanpour, vinculando os bombardeios a hospitais e infraestrutura médica a crimes de guerra.
Ataques a instalações médicas são proibidos pelo Direito Internacional Humanitário, que protege hospitais e profissionais de saúde durante conflitos armados.