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O ex-presidente Jair Bolsonaro permanece internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do hospital DF Star, em Brasília, onde segue em tratamento contra uma pneumonia bacteriana bilateral. O quadro foi causado por um episódio de broncoaspiração e, apesar da evolução considerada favorável, ainda não há previsão para sua alta hospitalar.

De acordo com o boletim médico mais recente, assinado por uma equipe multidisciplinar, não houve registro de novas intercorrências. A equipe é composta pelos médicos Cláudio Birolini, Leandro Echenique, Brasil Caiado, Antônio Aurélio de Paiva Fagundes Jr. e Allisson B. Barcelos Borges. Bolsonaro está detido preventivamente no âmbito de investigações por supostas irregularidades após deixar a Presidência.

Tratamento multidisciplinar em curso

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Além do tratamento pulmonar, o ex-presidente iniciou acompanhamento odontológico após relatar dores na região mandibular direita. Seu protocolo de cuidados inclui antibioticoterapia endovenosa, suporte clínico integral e sessões de fisioterapia respiratória e motora.

A internação atual é considerada a mais grave desde o início de sua custódia, devido ao comprometimento pulmonar significativo. A defesa de Bolsonaro nega as acusações que levaram à sua prisão, afirmando tratar-se de perseguição política, enquanto investigadores sustentam haver elementos para a continuidade do processo.

Histórico de saúde sob monitoramento

Desde que foi detido, Bolsonaro passou por diferentes episódios de atendimento médico, alguns relacionados a problemas de saúde recorrentes desde o atentado que sofreu em 2018. Entre os principais registros estão queixas frequentes de dores abdominais, desconforto gastrointestinal e episódios de mal-estar que exigiram avaliação clínica dentro da unidade prisional.

Seu histórico inclui monitoramento contínuo devido a cirurgias no sistema digestivo e atendimentos emergenciais pontuais com necessidade de exames complementares.

Evolução clínica e próximos passos

Apesar da gravidade inicial, a evolução clínica positiva é vista como um indicativo de resposta ao tratamento. Médicos mantêm cautela, especialmente devido à complexidade do quadro respiratório e ao histórico do paciente.

A expectativa agora gira em torno da continuidade da recuperação e da possibilidade de transferência para um leito de menor complexidade nos próximos dias. Esse cenário, no entanto, ainda depende da resposta clínica ao tratamento em curso.