Imagine um assistente que não espera você pedir. Que monitora o que é importante para você, realiza tarefas complexas sozinho e ainda aprende suas preferências com o tempo. Parece ficção científica? Pois o Google está construindo exatamente isso.
Chamado internamente de Remy, o novo agente de inteligência artificial está sendo testado por funcionários da empresa em uma versão exclusiva do app Gemini. A informação foi confirmada por documentos internos obtidos pelo Business Insider e por duas pessoas familiarizadas com o projeto.
“Remy é seu agente pessoal 24 horas por dia, 7 dias por semana, para trabalho, escola e vida cotidiana, alimentado pelo Gemini”, descreve o documento. “Ele eleva o app Gemini a um verdadeiro assistente que pode tomar ações em seu nome — não apenas responder perguntas ou gerar conteúdo.”
O que o Remy faz que o Google Assistente nunca fez?
Enquanto os assistentes atuais são reativos — você pergunta, eles respondem —, o Remy é proativo. Ele pode, por exemplo, monitorar prazos importantes, responder mensagens automaticamente ou até conduzir pesquisas complexas na web, tudo sem que você precise dar um comando explícito a cada passo.
A descrição interna do agente afirma que ele é “profundamente integrado aos serviços do Google”, o que significa que pode acessar Gmail, Google Agenda, Documentos e muito mais para agir em seu benefício.
A tecnologia se assemelha ao que o OpenClaw — um agente de IA que viralizou no início do ano — já fazia, mas com o poder de fogo do ecossistema Google. Em fevereiro, Sam Altman, CEO da OpenAI, anunciou que estava contratando o criador do OpenClaw. Agora, o Google responde à altura.
Quando o Remy chega ao público?
Por enquanto, o projeto está em fase de “dogfooding” — um termo comum no Vale do Silício para quando os próprios funcionários testam um produto antes do lançamento. O documento não revela uma data oficial, mas o Google realizará seu evento I/O ainda este mês, onde espera-se que demonstre sua próxima onda de produtos de IA.
O CEO do Google DeepMind, Demis Hassabis, já falou abertamente sobre sua visão de construir um assistente digital. Com o Remy, essa visão parece estar mais perto do que nunca de se tornar realidade.
E o nome? “Remy” tem origem no latim “Remigius”, que significa “remador” — uma metáfora perfeita para um agente que está fazendo todo o trabalho pesado por você. Mas, conhecendo o Google, também pode ser uma referência ao adorável rato chef do filme “Ratatouille”, da Pixar. Talvez as duas coisas.
O futuro dos assistentes pessoais está mudando. E, se o Remy for tão bom quanto promete, sua rotina digital nunca mais será a mesma.