Bombardeiros dos EUA fazem voos de 30 horas para atacar alvos no Irã, diz general

Bombardeiros dos EUA fazem voos de 30 horas para atacar alvos no Irã, diz general

Missões de ida e volta dos B-2 Spirit partiram de bases americanas e foram reabastecidas no ar por aeronaves-tanque.

Redação
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8 de abril de 2026

Bombardeiros estratégicos dos Estados Unidos realizaram dezenas de missões de ataque ao Irã que envolveram voos de ida e volta a partir do território americano, com cada aeronave passando mais de 30 horas no ar. A informação foi confirmada pelo general da Força Aérea Dan Caine, presidente do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas dos EUA, em entrevista coletiva na quarta-feira (data não especificada na referência).

De acordo com Caine, os Estados Unidos executaram 62 missões de bombardeiros durante a Operação Epic Fury, antes do anúncio de um cessar-fogo entre a administração do ex-presidente Donald Trump e o Irã na terça-feira à noite. Dessas, 18 foram missões de "bombardeio de ida e volta" partindo dos EUA para atingir alvos militares no país do Oriente Médio.

Capacidade logística única

"Nenhuma outra força militar no mundo pode fazer isso", afirmou o general Dan Caine, atribuindo o feito à capacidade logística das forças armadas americanas. Embora não tenha especificado o ponto de origem, as missões de 30 horas provavelmente envolveram os bombardeiros furtivos B-2 Spirit, decolando da Base Aérea de Whiteman, no Missouri, e sendo reabastecidos em voo por aeronaves-tanque KC-135.

Outras aeronaves, como os bombardeiros B-1 Lancer e B-52 Stratofortress, operaram a partir de bases no Reino Unido em apoio à mesma operação. Não é a primeira vez que os B-2 realizam missões de longa distância semelhantes; eles já haviam executado ataques aos locais nucleares iranianos durante a Operação Midnight Hammer, em junho de 2025, utilizando munições "bunker-buster" de 30 mil libras.

Escala dos ataques e termos do cessar-fogo

O Comando Central dos EUA (CENTCOM), responsável pelas operações militares americanas no Oriente Médio, informou que mais de 13.000 alvos no Irã foram atingidos desde o início da guerra, no final de fevereiro. Entre os alvos destruídos estavam sistemas de defesa aérea, instalações de armazenamento de mísseis balísticos e drones de ataque, navios de guerra, minas navais e fábricas de produção de armas.

Os Estados Unidos, o Irã e Israel concordaram com um cessar-fogo de duas semanas na terça-feira, pouco antes do prazo final dado por Trump para que Teerã reabrisse o Estreito de Ormuz ou enfrentasse consequências severas. Apesar do acordo, o exército israelense afirmou ter realizado ataques dentro do Irã na noite de quarta-feira, mas disse ter cessado fogo posteriormente.

Vários estados do Golfo Pérsico relataram novos ataques iranianos após o início do cessar-fogo. Os Emirados Árabes Unidos, por exemplo, disseram que o Irã lançou 17 mísseis balísticos e 35 drones desde que o acordo entrou em vigor.

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