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Bombardeiros estratégicos dos Estados Unidos realizaram dezenas de missões de ataque ao Irã que envolveram voos de ida e volta a partir do território americano, com cada aeronave passando mais de 30 horas no ar. A informação foi confirmada pelo general da Força Aérea Dan Caine, presidente do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas dos EUA, em entrevista coletiva na quarta-feira (data não especificada na referência).

De acordo com Caine, os Estados Unidos executaram 62 missões de bombardeiros durante a Operação Epic Fury, antes do anúncio de um cessar-fogo entre a administração do ex-presidente Donald Trump e o Irã na terça-feira à noite. Dessas, 18 foram missões de "bombardeio de ida e volta" partindo dos EUA para atingir alvos militares no país do Oriente Médio.

Capacidade logística única

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"Nenhuma outra força militar no mundo pode fazer isso", afirmou o general Dan Caine, atribuindo o feito à capacidade logística das forças armadas americanas. Embora não tenha especificado o ponto de origem, as missões de 30 horas provavelmente envolveram os bombardeiros furtivos B-2 Spirit, decolando da Base Aérea de Whiteman, no Missouri, e sendo reabastecidos em voo por aeronaves-tanque KC-135.

Outras aeronaves, como os bombardeiros B-1 Lancer e B-52 Stratofortress, operaram a partir de bases no Reino Unido em apoio à mesma operação. Não é a primeira vez que os B-2 realizam missões de longa distância semelhantes; eles já haviam executado ataques aos locais nucleares iranianos durante a Operação Midnight Hammer, em junho de 2025, utilizando munições "bunker-buster" de 30 mil libras.

Escala dos ataques e termos do cessar-fogo

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O Comando Central dos EUA (CENTCOM), responsável pelas operações militares americanas no Oriente Médio, informou que mais de 13.000 alvos no Irã foram atingidos desde o início da guerra, no final de fevereiro. Entre os alvos destruídos estavam sistemas de defesa aérea, instalações de armazenamento de mísseis balísticos e drones de ataque, navios de guerra, minas navais e fábricas de produção de armas.

Os Estados Unidos, o Irã e Israel concordaram com um cessar-fogo de duas semanas na terça-feira, pouco antes do prazo final dado por Trump para que Teerã reabrisse o Estreito de Ormuz ou enfrentasse consequências severas. Apesar do acordo, o exército israelense afirmou ter realizado ataques dentro do Irã na noite de quarta-feira, mas disse ter cessado fogo posteriormente.

Vários estados do Golfo Pérsico relataram novos ataques iranianos após o início do cessar-fogo. Os Emirados Árabes Unidos, por exemplo, disseram que o Irã lançou 17 mísseis balísticos e 35 drones desde que o acordo entrou em vigor.