O governo brasileiro condenou, neste sábado (28), o ataque militar coordenado realizado por Estados Unidos e Israel contra o Irã. Em nota oficial, o Itamaraty apelou pelo respeito ao direito internacional e pediu "máxima contenção" às partes envolvidas para evitar uma escalada do conflito.
Explosões foram registradas na capital iraniana, Teerã, e em ao menos outras quatro cidades do país. O Irã respondeu aos ataques com disparos de mísseis contra Israel e ofensivas contra bases norte-americanas localizadas no Oriente Médio.
Condenação brasileira e alerta a cidadãos
Em comunicado, o Ministério das Relações Exteriores do Brasil afirmou: "O Brasil apela a todas as partes que respeitem o Direito Internacional e exerçam máxima contenção, de maneira a evitar a escalação de hostilidades e a assegurar a proteção de civis e da infraestrutura civil".
A nota também informa que as embaixadas brasileiras na região monitoram os desdobramentos e recomenda que cidadãos brasileiros residentes ou em viagem pelos países afetados fiquem atentos às orientações de segurança das autoridades locais.
Alvos e reações no terreno
Segundo a agência de notícias Reuters, autoridades israelenses afirmaram que o líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, e o presidente Masoud Pezeshkian estavam entre os alvos do ataque. As informações, no entanto, ainda não foram totalmente confirmadas.
Do lado iraniano, a agência de notícias estatal IRNA já confirmou a morte de 40 pessoas em um ataque a uma escola feminina no sul do país. Sirenes de alerta foram acionadas em nações como Catar, Bahrein, Kuwait e Emirados Árabes Unidos, locais que abrigam bases militares dos Estados Unidos.
Contexto da escalada
Os ataques representam uma significativa escalada nas tensões já existentes na região. A ofensiva coordenada marca um novo capítulo no conflito entre as potências, com ações militares diretas em território iraniano e respostas imediatas contra aliados regionais.
A situação permanece volátil, com trocas de ataques entre os lados. A comunidade internacional acompanha com preocupação os desdobramentos, temendo uma ampliação do conflito que já afeta a estabilidade do Oriente Médio.