O verdadeiro motivo pelo qual um pitbull atacou os donos dentro de casa no PR

O verdadeiro motivo pelo qual um pitbull atacou os donos dentro de casa no PR

Casal ficou gravemente ferido e precisou de intervenção policial para conter o animal

Redação
Redação

29 de maio de 2026

Você já imaginou ser atacado pelo próprio cachorro dentro da sua casa? Pois foi exatamente isso que aconteceu com um casal em Guarapuava (PR), na manhã de quinta-feira (28). Um pitbull, que vivia com eles, se virou contra os donos e deixou ambos feridos — a mulher, de 51 anos, com ferimentos graves no rosto.

O ataque que ninguém esperava

Eram cerca de 10h20 quando um funcionário de um açougue, localizado no mesmo prédio onde o casal mora, ouviu gritos desesperados. Ele correu até a subdivisão policial, a apenas 100 metros dali, e pediu ajuda. "Estava bastante assustado", relataram os policiais.

Ao chegar no local, os agentes encontraram uma cena de terror: o tutor, de 53 anos, coberto de sangue, tentava segurar o pitbull enquanto pedia socorro. O animal não parava de atacar.

Disparos dentro de casa: a única saída

Para salvar o homem, os policiais dispararam munição de impacto controlado contra o cão. Mas ele resistiu. Só recuou quando foi atingido diretamente por um dos projéteis. A esposa, que havia sido atacada primeiro, já estava caída, com o rosto dilacerado.

O que provocou a fúria do animal?

Essa é a pergunta que ninguém respondeu ainda. A Polícia Civil do Paraná (PCPR) informou que, por enquanto, o caso não configura crime. Mas testemunhas serão ouvidas para esclarecer o que levou o pitbull a atacar os próprios donos. Um inquérito pode ser aberto se houver indícios de omissão de cautela ou maus-tratos.

O veterinário Rodrigo Antônio Martins de Souza sedou o animal voluntariamente. Depois, o cachorro foi entregue a familiares das vítimas para atendimento clínico especializado.

E agora? O que muda para quem tem um pitbull?

Casos como esse acendem um alerta: qualquer cão, independentemente da raça, pode reagir de forma imprevisível. Especialistas recomendam atenção redobrada com sinais de estresse, medo ou dor no animal. A convivência segura depende de respeito aos limites do bicho — e de cuidados constantes.

O casal segue se recuperando. A polícia investiga. E uma pergunta fica no ar: até onde vai a confiança entre o homem e o seu melhor amigo?

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