A cápsula Orion, da missão Artemis II, desprendeu-se do módulo de serviço às 20h33 (horário de Brasília) desta sexta-feira (10), em uma manobra técnica essencial para a segurança da reentrada na atmosfera terrestre. O pouso está previsto para as 21h07 no Oceano Pacífico, na costa de San Diego, nos Estados Unidos.
Lançada em 1º de abril do Centro Espacial Kennedy, em Cabo Canaveral, a missão histórica retorna após uma viagem que contornou o lado oculto da Lua. A tripulação, composta pelos astronautas Reid Wiseman, Victor Glover, Christina Koch e Jeremy Hansen, alcançou a maior distância da Terra já registrada por um voo tripulado.
Separação por segurança térmica
A separação entre a cápsula da tripulação e o módulo de serviço é um procedimento padrão. Apenas a Orion possui um escudo térmico projetado para suportar temperaturas entre 2.700°C e 3.000°C, geradas pelo atrito com a atmosfera durante a reentrada. O módulo de serviço, desenvolvido pela Agência Espacial Europeia (ESA), se desintegra no espaço após a separação.
"A etapa já era planejada", afirmou a NASA em comunicado. Imediatamente após o desprendimento, pequenos motores de controle de reação da cápsula são acionados para ajustar sua trajetória e evitar qualquer risco de colisão com o módulo descartado.
Um marco para a exploração espacial
A Artemis II representa o primeiro voo tripulado nas proximidades da Lua desde o programa Apollo, encerrado em 1972. A missão também estabeleceu marcos simbólicos significativos: Victor Glover é o primeiro astronauta negro designado para uma missão lunar, Christina Koch é a primeira mulher e Jeremy Hansen é o primeiro não norte-americano a participar de uma operação desse tipo.
O módulo de serviço, posicionado atrás da cápsula durante a maior parte da viagem, foi responsável por fornecer propulsão, energia elétrica, água e oxigênio para a tripulação ao longo de toda a jornada.
Os momentos finais da missão
Após a reentrada na atmosfera, que ocorre minutos após a separação, uma sequência de paraquedas será automaticamente acionada para desacelerar a cápsula antes do impacto com o oceano. Equipes de resgate da NASA e da Marinha dos EUA já estão posicionadas na região do Pacífico para recuperar a Orion e seus quatro tripulantes assim que ela atingir a água.
O sucesso completo da Artemis II é um passo crucial para o programa Artemis da NASA, que visa estabelecer uma presença humana sustentável na Lua e, futuramente, preparar o caminho para missões tripuladas a Marte.