Cientistas criam ovo artificial e fazem 26 pintinhos nascerem para recriar ave de 3,6 metros
Tecnologia inédita pode trazer de volta a moa-gigante, extinta há séculos
Você já imaginou uma ave de três metros e meio de altura, pesando 250 quilos — o mesmo que uma vaca adulta — andando livremente pela Nova Zelândia? Pois é exatamente isso que um grupo de cientistas está tentando recriar. E o primeiro passo, que parece coisa de filme de ficção científica, já foi dado: 26 pintinhos nasceram de um ovo artificial.
O ovo que veio de uma impressora 3D
A empresa de biotecnologia Colossal Biosciences anunciou nesta terça-feira (19) que conseguiu um feito histórico. Usando uma estrutura produzida em impressora 3D, os pesquisadores colocaram ovos fecundados em uma casca artificial feita de silicone, adicionaram cálcio e mantiveram os embriões em incubadoras até o nascimento. O resultado? 26 pintinhos saudáveis.
Mas não pense que é uma simples imitação. A casca artificial tem uma membrana fina que permite a entrada de oxigênio, imitando perfeitamente o funcionamento de um ovo comum. E tem mais: o sistema conta com uma pequena janela transparente, que permite acompanhar o crescimento do embrião sem precisar abrir o ovo. Uma revolução para a ciência.
O verdadeiro motivo: recriar a moa-gigante
Você deve estar se perguntando: por que todo esse esforço para fazer pintinhos nascerem em um ovo de mentira? A resposta é de tirar o fôlego. O objetivo final do projeto é recriar a moa-gigante, uma ave que desapareceu cerca de 200 anos após a chegada dos primeiros humanos à Nova Zelândia, por volta do ano 1250.
Segundo o presidente da empresa, Ben Lamm, o desafio é imenso. Os ovos da moa eram cerca de 80 vezes maiores que os de uma galinha, e nenhuma ave viva atualmente conseguiria produzir um ovo desse tamanho. "Decidimos iniciar os testes antes de tentar gerar uma ave de grande porte", explicou Lamm.
O que sabemos sobre essa ave gigantesca?
As moas faziam parte de um grupo sem capacidade de voo chamado ratitas, que também inclui avestruzes, emas, casuares e kiwis. Estudos apontam que existiam ao menos nove espécies de moa quando os primeiros humanos chegaram à Nova Zelândia. As maiores espécies podiam alcançar cerca de três metros de altura com o pescoço erguido e pesar até 250 quilos.
Pesquisadores afirmam que elas conseguiam alcançar folhas em árvores altas, de forma parecida com uma girafa. E mais: as fêmeas da moa-gigante eram muito maiores que os machos, podendo ter mais do que o dobro do tamanho deles.
O futuro da desextinção
A Colossal Biosciences não para por aí. A empresa ainda possui projetos ligados à recriação do mamute-lanoso, do dodô, do tigre-da-tasmânia e, no mais recente anúncio, do antílope-azul. Mas nem tudo são flores: em 2025, a empresa virou o centro de uma polêmica ao afirmar que tinha recriado filhotes de lobo-terrível, mas pouco tempo depois, desmentiu a afirmação.
De qualquer forma, o nascimento desses 26 pintinhos em ovos artificiais representa um passo gigantesco para a ciência. Quem sabe, em um futuro não tão distante, não estaremos vendo uma moa-gigante caminhando novamente pela Nova Zelândia? O que você acha dessa possibilidade?
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