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Condenada por fraude, fundadora do Frank busca perdão de Trump
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Condenada por fraude, fundadora do Frank busca perdão de Trump

Charlie Javice, que inventou milhões de contas para vender startup ao JPMorgan, tenta clemência presidencial.

Redação
Redação
15 de junho de 2026

Charlie Javice, fundadora da startup Frank condenada por fraudar o JPMorgan Chase, está buscando um perdão presidencial de Donald Trump, de acordo com o Wall Street Journal. A campanha de Javice estaria cortejando discretamente pessoas próximas à administração Trump, mas seu nome ainda não consta em uma lista formal de pedidos de clemência no Departamento de Justiça.

A lista de pedidos de clemência está crescendo rapidamente. A administração Trump avalia conceder cerca de 250 perdões neste verão para marcar o 250º aniversário dos Estados Unidos, e uma enxurrada de solicitações está chegando de réus de crimes de colarinho branco — incluindo Sam Bankman-Fried, fundador da FTX.

Condenação e pena

Em setembro de 2024, Javice foi considerada culpada por fabricar milhões de contas de clientes para inflar o valor de sua startup antes de vendê-la ao JPMorgan por US$ 175 milhões. Ela cumpre atualmente uma pena de mais de sete anos de prisão e está recorrendo da decisão, argumentando que o caso contra ela foi injusto.

O JPMorgan pode não ver com bons olhos um possível perdão a Javice. O banco tem uma relação complexa com Trump: em 2021, fechou contas ligadas ao então presidente e seus negócios após o ataque ao Capitólio em 6 de janeiro, uma ação que Trump classificou como "desbancarização" política e que motivou uma ação judicial de US$ 5 bilhões contra o banco e seu CEO, Jamie Dimon. O JPMorgan nega motivação política.

Apoio de figuras influentes

Javice conta com aliados poderosos, incluindo Marc Rowan, CEO da Apollo Global Management, que foi um investidor inicial da Frank e testemunhou em sua defesa no julgamento. Rowan doou para as campanhas de Trump e, após sua reeleição, contribuiu com milhões de dólares para grupos republicanos no Congresso.

O Departamento de Justiça ainda não se manifestou oficialmente sobre o pedido de clemência de Javice. O processo de análise de perdões presidenciais é sigiloso e não há prazo definido para uma decisão.

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