Condenados do caso Eliza Samudio têm destinos distintos após 15 anos do crime
Ex-policial Bola retorna à prisão, enquanto Bruno e Macarrão cumprem penas em liberdade condicional.
Quinze anos após o assassinato da modelo Eliza Samudio, que chocou o país em 2010, os três condenados pelo crime seguem caminhos penais divergentes. O reencontro do caso com o noticiário, após a localização do passaporte da vítima em Portugal no fim de 2025, reacendeu as dúvidas sobre o desfecho judicial e a situação atual de Bruno Fernandes, Marcos Aparecido dos Santos ("Bola") e Luiz Henrique Ferreira Romão ("Macarrão").
As novas informações trouxeram à tona questionamentos sobre o cumprimento das penas, pedidos de revisão criminal e a reinserção social dos envolvidos no crime motivado por um relacionamento extraconjugal e pela gravidez de Eliza, então com 25 anos.
Bola retorna ao regime fechado por crime anterior
O ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, o "Bola", condenado em 2013 a 22 anos de prisão por homicídio triplamente qualificado e ocultação de cadáver, teve uma trajetória penal conturbada. Após cumprir parte da pena, ele passou para o regime aberto domiciliar em setembro de 2023.
No entanto, menos de um ano depois, em julho de 2024, Bola foi preso novamente devido a um mandado relacionado a um homicídio ocorrido em 2009, antes do assassinato de Eliza. Desde então, ele está detido na Penitenciária de Uberlândia I, em Minas Gerais, onde cumpre uma nova pena de 16 anos de prisão.
Segundo seu advogado, Jorge Vieira, a defesa solicitou uma revisão criminal desta condenação. O pedido se baseia na alegação de que uma testemunha teria confessado ter mentido ao atribuir a autoria do crime a Bola por medo de represálias dos "verdadeiros autores".
Bruno atua no futebol em liberdade condicional
Condenado como mandante do crime, o ex-goleiro Bruno Fernandes de Souza foi sentenciado a 22 anos de prisão. Atualmente, ele cumpre pena em liberdade condicional e retomou a carreira no futebol.
Bruno integra o elenco do Capixaba Futebol Clube e deve disputar o Campeonato Capixaba na atual temporada. À época do crime, ele vivia o auge da carreira no Flamengo e era noivo de outra mulher quando Eliza anunciou a gravidez.
Macarrão vive como treinador em Minas Gerais
Luiz Henrique Ferreira Romão, o "Macarrão", condenado por sequestro e cárcere privado no caso, também cumpre pena em liberdade condicional. Ele vive em Pará de Minas, Minas Gerais, e atua como treinador de goleiros em uma escola de futebol da região.
Em seu perfil público nas redes sociais, Macarrão se apresenta como educador físico especializado em performance funcional.
Crime sem corpo e desfecho inconclusivo
A modelo Eliza Samudio desapareceu em junho de 2010 e foi dada como morta durante as investigações da Polícia Civil de Minas Gerais. Seu último paradeiro conhecido foi um sítio pertencente a Bruno, onde a polícia encontrou pertences pessoais, incluindo roupas e fraldas, que integraram o processo.
Um elemento crucial permanece ausente: os restos mortais de Eliza nunca foram encontrados, deixando uma lacuna permanente no desfecho do caso que continua a gerar questionamentos e revisões judiciais mais de uma década depois.
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