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Confrontos militares entre Israel e Irã resultaram em um aumento significativo no número de mortos e feridos neste domingo (01), com ataques atingindo áreas residenciais em ambos os territórios. Os bombardeios ocorrem em meio à confirmação da morte do líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, durante um ataque coordenado entre Estados Unidos e Israel no sábado (28).

O governo iraniano decretou luto nacional de 40 dias e sete dias de feriado geral pela morte de Khamenei, que comandou o país por quatro décadas. Além dele, também foram mortos o Ministro da Defesa e o Comandante da Guarda Revolucionária do Irã.

Vítimas e danos nos ataques recentes

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Neste domingo (01), um míssil balístico iraniano atingiu uma área residencial na cidade israelense de Beit Shemesh, na região central do país. O ataque resultou em nove mortos e 20 feridos, além de causar destruição no local.

Outros ataques registraram duas pessoas mortas em Tel Aviv e cerca de 20 feridos em Jerusalém. Fora do território israelense, os confrontos também causaram vítimas: três mortos e 58 feridos nos Emirados Árabes Unidos e um morto e 20 feridos no Kuwait, no Golfo Pérsico.

Até o sábado (28), o Irã já contabilizava 201 mortos e 747 feridos em seu território, segundo informações da rede humanitária Crescente Vermelho.

Capacidade militar e produção de mísseis

As Forças de Defesa de Israel (IDF) estimam que o Irã possua atualmente cerca de 2.500 mísseis balísticos e esteja acelerando a produção para aumentar seu arsenal. Antes da guerra de junho de 2025, as IDF afirmaram ter identificado esforços iranianos para elevar seu estoque de cerca de 3.000 para 8.000 unidades em dois anos.

Durante a guerra de junho, o Irã lançou mais de 500 mísseis contra Israel. Os militares israelenses relataram ter destruído centenas de mísseis em ataques e impedido a produção de outros 1.500 ao atingir a infraestrutura de fabricação.

Nos últimos meses, os militais afirmam que o Irã tem investido esforços significativos para restaurar sua capacidade, fabricando dezenas de mísseis por mês.

Reações internacionais e contexto político

O presidente americano, Donald Trump, anunciou a morte do líder iraniano em suas redes sociais, definindo-a como "justiça". Em sua publicação, Trump escreveu: "Khamenei, uma das pessoas mais malignas da História, está morto. Isso não é apenas justiça para o povo do Irã, mas para todos os grandes americanos e para pessoas de muitos países ao redor do mundo que foram mortas ou mutiladas por Khamenei e seu bando de capangas sanguinários".

O presidente do Comitê de Inteligência do Senado dos EUA afirmou que a prioridade da campanha militar contra o Irã é destruir o "vasto arsenal de mísseis" iraniano.

**Reportagem em atualização**