Você já imaginou comprar um chá para emagrecer e, no lugar de ingredientes naturais, receber uma mistura de substâncias proibidas? Pois foi exatamente isso que a Polícia Federal descobriu na segunda fase da Operação Luxemburgo.
Na última terça-feira (05), agentes cumpriram sete ordens de busca e apreensão e duas prisões preventivas em São Paulo, Minas Gerais e Goiás. O alvo? Um grupo suspeito de enviar drogas para a Europa escondidas dentro de produtos vendidos como chás detox.
O que estava dentro dos saquinhos de chá?
As investigações revelaram que os suspeitos colocavam substâncias como tetracaína, cafeína e fluoxetina dentro de cápsulas e saquinhos de chá. Tudo era embalado como se fosse um suplemento alimentar comum para perda de peso.
“A estratégia era enganar a fiscalização e facilitar o envio para fora do país”, explicou a PF em nota. O destino final era Luxemburgo, um pequeno país europeu conhecido por sua rigidez alfandegária.
Como eles faziam isso?
De acordo com a Polícia Federal, o grupo usava empresas próprias para fabricar e enviar os produtos. As substâncias eram colocadas dentro de itens anunciados como chás de emagrecimento e suplementos alimentares.
Mas o golpe não parava por aí: um dos suspeitos já tinha um histórico de enviar produtos com substâncias proibidas ou controladas pela Anvisa, sem qualquer autorização.
A descoberta que mudou tudo
Tudo começou em dezembro de 2025, quando a PF realizou a primeira fase da operação. Na época, foram cumpridas três ordens de busca em Franca e Batatais, no interior de São Paulo.
Celulares e computadores apreendidos naquela primeira etapa foram analisados e ajudaram a avançar nas investigações. Agora, com a segunda fase, os agentes apreenderam diversos produtos que serão analisados por especialistas para identificar exatamente quais substâncias estavam presentes.
O que isso significa para você?
Se você costuma comprar chás detox ou suplementos para emagrecer pela internet, fique atento. A PF alerta que produtos com aparência comum podem esconder substâncias perigosas. Sempre verifique a procedência e a autorização da Anvisa antes de consumir qualquer item.
O caso segue em investigação, e novas fases da Operação Luxemburgo podem surgir. Enquanto isso, a mensagem é clara: nem tudo que parece saudável é o que parece.