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Desvio milionário do "Rei do Pix": Gaeco cumpre 10 mandados de prisão no interior de SP

Desvio milionário do "Rei do Pix": Gaeco cumpre 10 mandados de prisão no interior de SP

Operação apura desvio de R$ 10 milhões da Câmara de Catanduva com uso de 60 empresas de fachada

Redação
Redação

2 de junho de 2026 ·

Você já imaginou alguém movimentando uma fortuna em recursos públicos como se fosse dinheiro de brincadeira? Pois foi exatamente isso que aconteceu em Catanduva, no interior de São Paulo. O Gaeco, braço do Ministério Público, desvendou um esquema que abalou a cidade e resultou na Operação Rei do Pix nesta terça-feira (02).

O alvo? Um grupo suspeito de desviar nada menos que R$ 10 milhões dos cofres da Câmara Municipal entre 2023 e 2024. E o apelido do principal investigado não é à toa: ele era conhecido como "Rei do Pix" pela intensa movimentação financeira — só que, segundo as autoridades, com dinheiro público.

Como funcionava o esquema que levou o "Rei do Pix" à cadeia?

A engenharia do crime era, no mínimo, ousada. As investigações apontam que o grupo criou mais de 60 empresas de fachada em nome de amigos e parentes. Essas companhias simulavam a prestação de serviços ao Legislativo municipal, emitindo notas fiscais falsas para receber pagamentos. No fim das contas, o dinheiro voltava para os integrantes do esquema, que ficavam com 90% a 95% dos valores pagos pela Câmara.

"Eles montaram uma verdadeira máquina de desviar dinheiro público, usando laranjas e documentos falsos para dificultar o rastreio", explicou uma fonte do MP-SP à reportagem.

Além do desvio direto, o grupo também fraudava licitações e contratações superfaturadas, garantindo repasses de até 30% dos valores pagos pelo Legislativo ao grupo criminoso. Um verdadeiro esquema de corrupção em escala industrial.

Ação relâmpago: 170 policiais e bloqueio de R$ 20 milhões

Nesta terça, a operação foi deflagrada com força total. Foram cumpridos 10 mandados de prisão e mais de 50 mandados de busca e apreensão em cinco cidades: Adamantina, Bauru, Jaboticabal, Catanduva e São Paulo. A Justiça também determinou o bloqueio de bens dos investigados, que chega a impressionantes R$ 20 milhões.

A ação contou com 170 policiais militares, equipes do 9º Batalhão de Ações Especiais de Polícia (Baep) e da Força Tática, além de três equipes da Polícia Civil na capital. Do lado do MP, 30 servidores participaram, e a Receita Federal enviou 11 agentes para auxiliar nas investigações.

Durante os mandados, foram apreendidos valores em espécie e veículos — parte do dinheiro que o grupo tentava esconder. As autoridades acreditam que os recursos ilegais estavam sendo "lavados" por meio de movimentações financeiras suspeitas, o que explica o apelido de "Rei do Pix".

O que acontece agora com os acusados?

Os investigados respondem por crimes graves: peculato, fraude em contratações públicas, organização criminosa e lavagem de dinheiro. A expectativa é que a Justiça avance rapidamente, já que as provas são robustas — incluindo notas fiscais falsas, contratos superfaturados e movimentações bancárias suspeitas.

Para você, cidadão, esse caso é um alerta poderoso: o dinheiro público não é brincadeira. E quando alguém tenta transformá-lo em "Pix" pessoal, a lei está de olho. O desfecho dessa história pode definir novos padrões de combate à corrupção no interior paulista.

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