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Tony Marcos de Souza, empresário de 52 anos e um dos investigados por coação no caso do cão Orelha, morreu na tarde desta segunda-feira (13) em Florianópolis, Santa Catarina. A causa da morte foi um infarto, conforme confirmado ao portal iG pelo advogado Rodrigo Duarte da Silva, responsável pela defesa do empresário.

Tony era tio de um dos adolescentes envolvidos na violência que levou à eutanásia do cachorro, ocorrida em janeiro deste ano na Praia Brava, no litoral catarinense. O caso gerou ampla comoção nacional e investigações que, até o momento, não resultaram em solução definitiva.

Depressão e perda de peso

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De acordo com informações veiculadas pela imprensa e confirmadas pela defesa, Tony Marcos de Souza estava deprimido e chegou a perder 10 kg desde o início das investigações, quadro atribuído ao estresse. "Ele estava muito abalado com todo o desenrolar do processo", relatou o advogado Rodrigo Duarte da Silva.

O caso do cão Orelha

O animal, um cachorro de aproximadamente 10 anos que era cuidado pela comunidade local, foi violentado por um grupo de adolescentes. No dia seguinte à agressão, o cão precisou ser submetido à eutanásia, um procedimento de morte assistida.

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Após a confirmação da autoria, o caso foi encaminhado à Delegacia Especializada no Atendimento ao Adolescente em Conflito com a Lei. Mais de 20 pessoas já foram ouvidas no inquérito, que permanece em andamento sem uma conclusão.

Manifestações nacionais

A morte do animal desencadeou uma onda de protestos em várias capitais brasileiras no dia 1º de fevereiro. Em São Paulo, manifestantes se reuniram na Avenida Paulista. No Rio de Janeiro, houve passeata no Aterro do Flamengo e em Copacabana.

Belos Horizonte registrou ato na Feira Hippie. Já em Florianópolis, cidade onde o crime ocorreu, um protesto foi realizado no trapiche da Avenida Beira-Mar Norte.

O advogado de defesa não detalhou os próximos passos processuais após a morte de seu cliente. O inquérito que apura os maus-tratos ao cão Orelha e possíveis crimes conexos, como coação, continua sob responsabilidade da polícia civil de Santa Catarina.