O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e sua esposa foram capturados na madrugada deste sábado (3) durante uma operação militar dos Estados Unidos em Caracas, capital venezuelana. O casal foi retirado do país após o ataque e agora está sob custódia das autoridades norte-americanas.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, classificou a ação como "brilhante". Autoridades estadunidenses afirmam que o objetivo era desarticular ameaças à segurança regional e pressionar o governo venezuelano, em meio a uma escalada de sanções contra o regime de Maduro.
Julgamento nos Estados Unidos
A Procuradora-geral dos Estados Unidos, Pam Bondi, afirmou que Nicolás Maduro e sua esposa foram indiciados no Distrito Sul de Nova York. De acordo com Bondi, o presidente venezuelano será julgado nos EUA por crimes relacionados ao narcotráfico e posse de armas.
O senador republicano Mike Lee, do estado de Utah, conversou com o secretário de Estado Marco Rubio, que disse não esperar "nenhuma ação adicional na Venezuela" agora que Maduro está sob custódia norte-americana.
Caracas: cenário de violência e operação
A operação ocorreu em Caracas, cidade que a Organização das Nações Unidas (ONU) classifica como uma das mais perigosas do mundo. A capital venezuelana, com cerca de 1.943.900 habitantes (aproximadamente 3 milhões na região metropolitana), perde em periculosidade apenas para Pietermaritzburg e Pretória, na África do Sul, segundo relatório da ONU.
O Observatório Venezuelano da Violência estima uma taxa de 48,2 mortes violentas por 100.000 habitantes em 2024. A violência é impulsionada por roubos à mão armada, sequestros de veículos, guerras territoriais entre gangues e confrontos frequentes com a polícia.
Contexto de insegurança e alertas internacionais
Localizada no extremo norte do país, próximo ao Caribe, Caracas foi eleita pela Forbes Advisor como o local mais inseguro do mundo para turistas. Gangues controlam bairros nas encostas, comandando esquemas de sequestro para resgate e extorsão que se estendem a áreas de classe média.
Apagões frequentes e a escassez de dinheiro encorajam a criminalidade, que se aproveita de ruas escuras e filas em caixas eletrônicos. O Departamento de Estado dos EUA emite um alerta de nível 4, "Não viaje", citando riscos generalizados de homicídios, sequestros e detenções ilegais.
O futuro jurídico de Nicolás Maduro será definido pelos tribunais dos Estados Unidos, enquanto a situação política na Venezuela entra em um novo capítulo de incerteza após a captura de seu líder máximo.