Yasutomo Ihara, um dublê que trabalhou em produções ligadas à franquia Power Rangers, foi preso no Japão em 2014 após ser identificado como autor de uma série de furtos. De acordo com a polícia local, ele invadiu 43 casas, utilizando as habilidades físicas adquiridas em sua carreira para cometer os crimes.
O caso ganhou notoriedade pelo uso inusitado de técnicas profissionais. Durante as investigações, Ihara confessou que aplicava técnicas de escalada, equilíbrio e agilidade corporal, comuns em treinamentos para cenas de ação, para ultrapassar muros e acessar áreas residenciais sem ser percebido.
Método de ação e prejuízo
O dublê agia sozinho e preferia locais onde pudesse explorar rotas de entrada pelos fundos ou por pontos altos das construções. A experiência em movimentos precisos e controle corporal foi determinante para o sucesso das invasões por um longo período. O prejuízo causado às vítimas foi estimado em milhões de ienes.
Repercussão e debates
Mesmo passados cerca de dez anos, o episódio continua sendo lembrado como um dos mais curiosos envolvendo profissionais do entretenimento no Japão. O contraste entre a imagem ligada a produções de heroísmo e a prática de crimes gerou debates sobre como habilidades especializadas podem ser usadas de forma indevida fora do ambiente profissional.
O que começou como um talento para cenas arriscadas terminou registrado como um caso marcante na crônica policial japonesa, ilustrando um desvio incomum de competências profissionais.