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O ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), não participará da oitiva da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado, marcada para esta terça-feira (14). A ausência foi comunicada por sua assessoria, que atribuiu o fato a um diagnóstico médico de "lombalgia aguda".

Segundo a nota oficial divulgada na segunda-feira (13), Castro apresentou dores intensas na região lombar na manhã do mesmo dia. A equipe informou que o ex-governador recebeu "orientação médica expressa para suspender viagens e atividades presenciais neste momento".

Última oitiva e encerramento da CPI

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A audiência com Cláudio Castro seria a última realizada pela comissão parlamentar, que encerra oficialmente seus trabalhos nesta terça-feira. No mesmo dia, estão previstas a leitura do parecer do relator, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), e a votação final do documento.

A CPI do Crime Organizado foi instalada no Senado Federal para investigar a atuação de facções criminosas em território nacional e suas conexões com agentes públicos. A comissão realizou diversas oitivas ao longo de seu mandato, ouvindo autoridades, especialistas em segurança pública e representantes do Ministério Público.

Contexto político e próximos passos

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Cláudio Castro, que governou o Rio de Janeiro entre 2021 e 2022, assumiu o cargo após a cassação do mandato de Wilson Witzel. Sua gestão foi marcada por desafios na área de segurança pública, incluindo operações contra milícias e facções no estado.

Com a ausência do ex-governador, a CPI do Crime Organizado concluirá seu ciclo de investigações sem seu depoimento. O relatório final, que contém as conclusões e possíveis recomendações da comissão, será votado pelos senadores integrantes, definindo o legado dos trabalhos realizados.