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Processos de falência pessoal nos Estados Unidos registraram aumento de aproximadamente 11% no ano passado, totalizando mais de 533 mil casos. Após atingirem patamares baixos durante a pandemia, as falências voltaram a subir, com advogados relatando um crescimento notável de clientes da Geração Z e millennials mais jovens.

O fenômeno é atribuído a uma combinação de fatores, incluindo custos de vida elevados, salários estagnados e acesso facilitado ao crédito. "Estamos definitivamente vendo mais requerentes jovens, e não é porque eles são irresponsáveis", afirmou o advogado de falências da Flórida, Chad Van Horn, em entrevista anterior ao Business Insider.

Ambiente financeiro "distorcido" pressiona nova geração

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Van Horn argumenta que esses jovens entraram na vida adulta durante "um dos ambientes financeiramente mais distorcidos em décadas". Ed Boltz, advogado especializado da Carolina do Norte, ecoa a análise, atribuindo a situação a uma espécie de "ressaca" de anos de estímulos governamentais e dinâmicas econômicas que elevaram despesas enquanto os salários permaneceram relativamente planos.

Embora ambos os especialistas confirmem a tendência de crescimento entre o público mais jovem, é difícil quantificá-la com precisão, pois não há uma fonte nacional abrangente que rastreie a idade dos declarantes de falência nos EUA.

TikTok vira palco para desabafos e normalização do processo

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Nas redes sociais, contudo, o movimento se torna visível. Jovens estão usando o TikTok para documentar abertamente suas jornadas de falência, defendendo o processo como uma forma de eliminar grandes quantidades de dívida. Em um vídeo, uma jovem declarou: "Eu 100% acredito que declarar falência foi a melhor coisa que aconteceu comigo".

A ascensão nas falências ocorre em um momento em que os americanos continuam a lidar com preços altos e custos de empréstimos elevados, um cenário que pressiona as finanças pessoais de forma generalizada.

Falta de dados específicos dificulta análise completa

A ausência de dados demográficos detalhados sobre as idades dos que entram com pedido de falência impede uma análise estatística robusta da mudança geracional. No entanto, o relato unânime de profissionais da área e a manifestação orgânica nas plataformas digitais apontam para uma mudança significativa no perfil do endividado crônico nos Estados Unidos.

O aumento geral de 11% nos casos em 2023, em comparação com o ano anterior, serve como pano de fundo quantificável para essa percepção qualitativa de que uma nova geração está sendo atingida com força pela atual conjuntura econômica.