Você já imaginou o que passa pela cabeça de alguém que planeja um ataque contra um presidente? O FBI acaba de soltar as imagens do arsenal usado por Cole Tomas Allen, 31 anos, na tentativa de assassinato de Donald Trump – e os detalhes são de gelar o sangue.
No último sábado (25), durante um jantar no Washington Hilton, Allen correu em direção à revista de segurança e abriu fogo com uma espingarda. O ataque, que poderia ter sido uma tragédia nacional, terminou com um agente ferido – mas salvo pelo colete à prova de balas.
O arsenal do suspeito: armas legais e um plano frio
Segundo registros divulgados pelo FBI na segunda-feira (27), Allen portava uma espingarda calibre 12 de repetição manual e uma pistola semiautomática Rock Island Armory 1911 calibre .38. Ambas foram compradas legalmente na Califórnia – a espingarda em agosto de 2025 e a pistola em outubro de 2023.
Mas a frieza do plano não para por aí. O suspeito reservou um quarto no hotel em 06 de abril, viajou de trem de Los Angeles a Chicago e depois seguiu para Washington, chegando no dia 24 às 14h. Ele fez check-in no Washington Hilton às 16h do mesmo dia. O jantar começou às 21h, com a presença de Trump e da primeira-dama Melania Trump.
Quarenta minutos depois, Allen correu em direção ao detector de metais segurando a arma e atirou. O agente do Serviço Secreto atingido reagiu e disparou várias vezes. Allen caiu no chão com ferimentos leves – mas, segundo as autoridades, não foi atingido pelos tiros.
A carta de desculpas que revela a mente do atirador
Pouco antes do ataque, Allen enviou um e-mail para familiares e um ex-chefe pedindo desculpas “por todo o problema” que causaria. Em um arquivo anexado chamado “Pedido de desculpas e explicação”, ele escreveu que lamentava por todas as pessoas que sofreram antes e pelas que ainda poderiam sofrer, independentemente de ele ter sucesso ou fracassar.
No documento, ele ainda afirmou que autoridades do governo eram “alvos prioritários” e disse que agentes do Serviço Secreto seriam atacados “somente se necessário”.
O que vem agora para o caso?
Allen foi denunciado por crimes federais graves: tentativa de matar o presidente dos EUA, transporte de arma e munição entre estados com intenção de cometer crime grave e disparo de arma durante crime violento. O caso é investigado pelo FBI e pelo Serviço Secreto.
Após ser preso, ele foi levado ao Hospital da Universidade Howard e depois transferido para a custódia policial. Agora, o sistema de justiça americano terá que decidir o destino de um homem que, armado até os dentes com armas compradas legalmente, quase conseguiu o impossível: matar um presidente em plena capital do país.