Gari perde a perna após ficar prensado entre caminhão de lixo e poste em Minas Gerais
Acidente brutal durante coleta em Juiz de Fora deixou trabalhador de 49 anos amputado; motorista entrou em choque.
Você já parou para pensar nos riscos que um trabalhador enfrenta todos os dias apenas para manter a cidade limpa? Pois é, na manhã de terça-feira (13), em Juiz de Fora (MG), a rotina de um gari de 49 anos se transformou em um pesadelo que mudou sua vida para sempre.
O trabalhador estava na plataforma traseira de um caminhão de coleta de lixo quando o veículo, ao fazer uma manobra em marcha à ré no bairro Filgueiras, colidiu violentamente contra um poste de energia elétrica. Com o impacto brutal, o gari ficou completamente prensado entre o caminhão e a estrutura de concreto.
Resgate dramático e risco de choque elétrico
Equipes do Corpo de Bombeiros e do SAMU foram acionadas às pressas. O cenário era de alto risco: além de imobilizar a vítima e controlar o sangramento intenso, os militares precisaram isolar a área porque o poste ficou parcialmente suspenso, ameaçando cair a qualquer momento. A Cemig também foi chamada para garantir que a rede elétrica não representasse mais perigo durante o resgate.
O trabalhador foi levado ao Hospital de Pronto Socorro (HPS) de Juiz de Fora, mas, infelizmente, os médicos não tiveram escolha: ele precisou passar por uma cirurgia de amputação da perna.
Motorista também ficou em choque
O impacto do acidente não foi apenas físico. A Prefeitura de Juiz de Fora confirmou que o motorista do caminhão, ao testemunhar a tragédia, sofreu um choque emocional tão forte que também precisou ser internado para receber atendimento hospitalar. Ambos os servidores estão recebendo suporte e acompanhamento do Departamento Municipal de Limpeza Urbana (Demlurb) desde o primeiro momento.
Em nota oficial, a administração municipal afirmou que investiga as causas do acidente e que assumirá todas as responsabilidades devidas. “O Executivo enfatiza que investiga as circunstâncias do acidente e que assumirá todas as responsabilidades devidas”, diz o comunicado.
O gari, agora, segue estável sob cuidados médicos. Mas a pergunta que fica é: quantos outros trabalhadores estão expostos a riscos similares todos os dias sem que a segurança seja prioridade?
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