Jacaré de 2 metros surge em viaduto de Recife e resgate vira operação de risco

Jacaré de 2 metros surge em viaduto de Recife e resgate vira operação de risco

Animal estava na BR-232, no Curado, e foi salvo por motoclistas antes de ser levado pelo CIPOMA

Redação
Redação

13 de maio de 2026

Imagine dirigir tranquilamente e dar de cara com um jacaré de dois metros no meio do asfalto. Foi exatamente o que aconteceu na noite da última terça-feira (12) na BR-232, no bairro do Curado, Zona Oeste do Recife. Dois motociclistas, que passavam pelo local, se depararam com o réptil e, sem pensar duas vezes, acionaram a polícia.

O animal, que corria risco iminente de ser atropelado, ficou sob os cuidados dos Bombeiros e da Companhia Independente de Policiamento do Meio Ambiente (Cipoma). A operação, que durou a noite, mobilizou agentes para capturar o jacaré com segurança — tanto para ele quanto para os motoristas que passavam pelo viaduto.

Como um jacaré foi parar na BR?

Essa é a pergunta que não quer calar. Ainda não há uma explicação oficial sobre a origem do animal, mas especialistas suspeitam que ele tenha se deslocado de áreas alagadas próximas à rodovia. O fato é que, sem a ação rápida dos motociclistas e dos policiais, o desfecho poderia ser trágico.

“Atendemos juntamente com o CIPOMA e, após a captura, o animal foi levado pela companhia”, informou o Corpo de Bombeiros de Pernambuco ao iG. O jacaré foi recolhido e encaminhado à sede da unidade policial, onde passou a noite.

O destino do réptil: um novo lar?

Após o resgate, o animal não ficará solto por aí. Segundo a nota oficial do Batalhão de Policiamento do Meio Ambiente (BPA), o jacaré será entregue ao Centro de Triagem e Reabilitação de Animais Silvestres (CETRAS). Lá, ele passará por avaliação veterinária e, se estiver saudável, será reintegrado à natureza em uma área segura.

O caso, que poderia ter virado uma tragédia, terminou com um final feliz — e com uma lição sobre a importância de respeitar e proteger a fauna silvestre. Afinal, em uma cidade como Recife, cercada por manguezais e rios, encontros inesperados como esse são mais comuns do que se imagina.

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