Os governos federal e de São Paulo formalizam, nesta segunda-feira (13), o contrato de financiamento de R$ 2,6 bilhões para a construção do túnel entre Santos e Guarujá. A assinatura com o Banco do Brasil ocorre às 14h, na antiga sede do banco na capital paulista, com a presença do vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, do ministro da Fazenda, Dario Durigan, e do secretário de Fazenda e Planejamento do estado, Samuel Kinoshita.
O projeto, considerado estratégico para a mobilidade e a logÃstica portuária, será executado por meio de uma parceria público-privada (PPP). Neste modelo, o governo paulista entra com parte do dinheiro via financiamento, e a empresa vencedora da futura licitação fica responsável pela construção e posterior operação da estrutura.
Uma obra com mais de 100 anos de discussão
De acordo com o Governo de São Paulo, a nova ligação é uma demanda da Baixada Santista discutida há mais de um século. A travessia, que será feita por uma estrutura submersa – uma tecnologia inédita no Brasil –, deve reduzir a dependência do sistema de balsas e das rotas rodoviárias atuais. O tempo estimado para a travessia é de menos de cinco minutos.
O túnel Santos-Guarujá está inserido no plano de infraestrutura integrado do Novo PAC (Programa de Aceleração do Crescimento). A obra será o primeiro túnel imerso da América Latina.
Impacto e próximos passos
A nova ligação deve beneficiar diretamente mais de 726 mil moradores de Santos e Guarujá e cerca de 2 milhões de pessoas em toda a Baixada Santista. Após a assinatura do contrato de crédito, serão realizados estudos complementares, tratativas de desapropriação e a condução dos licenciamentos ambientais necessários.
Segundo o cronograma apresentado, o inÃcio das obras iniciais, incluindo a mobilização dos canteiros, a construção da doca seca e as dragagens preliminares, está previsto para 2027.