Engenheiro do Google é acusado de insider trading e faturou US$ 1,2 milhão na Polymarket

Engenheiro do Google é acusado de insider trading e faturou US$ 1,2 milhão na Polymarket

Ex-funcionário acessou dados secretos de buscas para lucrar em apostas; entenda o caso.

Redação
Redação

28 de maio de 2026

Você já imaginou ter acesso a informações que ninguém mais tem e poder transformar isso em dinheiro fácil? Pois foi exatamente isso que um engenheiro do Google fez — e agora está pagando um preço muito alto.

O Departamento de Justiça dos EUA acusou Michele Spagnuolo, engenheiro de software do Google, de usar informações confidenciais da empresa para lucrar US$ 1,2 milhão em apostas na Polymarket. O caso chocou o mundo da tecnologia e levantou questões sobre os limites éticos no mercado de previsões.

O golpe que usava dados internos do Google

Spagnuolo, que atuava no Google há mais de 12 anos, usava o apelido “AlphaRaccoon” na plataforma de apostas. Segundo a denúncia, ele acessou dados internos do Google sobre as pesquisas mais populares de 2025 — incluindo informações sobre celebridades — para fazer suas apostas.

“Como alegado, Spagnuolo violou os deveres que tinha com seu empregador e usou informações confidenciais do Google para obter mais de US$ 1,2 milhão em lucros na Polymarket”, afirmou Jay Clayton, procurador dos EUA para o Distrito Sul de Nova York, em comunicado oficial.

O risco bilionário das apostas com informação privilegiada

O engenheiro não apostou pouco: ele arriscou mais de US$ 2,7 milhões em palpites relacionados à campanha “Year in Search” do Google. A estratégia era simples, mas ilegal: usar dados que ninguém mais tinha para prever os resultados com precisão.

Isso não é um caso isolado. Recentemente, o Departamento de Justiça também acusou um soldado americano de usar informações privilegiadas sobre uma operação militar para capturar o presidente venezuelano Nicolás Maduro — e lucrar US$ 400 mil na mesma plataforma.

A reação do Google e da Polymarket

A Polymarket se defendeu dizendo que cooperou com as investigações. “Blockchain é transparente, rastreável e os maus atores deixam rastros. Estamos comprometidos com mercados justos e transparentes”, afirmou um porta-voz.

Já o Google foi direto: “O funcionário acessou nosso material de marketing usando uma ferramenta disponível para todos, mas usar essas informações confidenciais para fazer apostas é uma violação grave de nossas políticas. Colocamos o funcionário em licença e tomaremos as medidas cabíveis.”

O que isso significa para você?

Esse caso mostra que, mesmo em plataformas modernas como a Polymarket, as regras do mercado financeiro ainda valem. Insider trading não é apenas antiético — é crime, e pode render sérias consequências, independentemente de onde você trabalhe.

Agora, Spagnuolo enfrenta acusações que podem custar sua carreira e sua liberdade. Uma história que serve de alerta para qualquer um que pense em usar informações privilegiadas para ganhar dinheiro fácil: no fim, o rastro digital sempre aparece.

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