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Ele havia acabado de ser liberado pela polícia. Menos de algumas horas depois, voltou para casa e cometeu algo que chocou até os policiais mais experientes de Birigui, interior de São Paulo. O que leva um filho a jogar gasolina no corpo da própria mãe e ainda ameaçar o pai com uma foice?

Da delegacia direto para o crime

Na noite da última quinta-feira (30), um homem de 31 anos foi detido pela Polícia Militar por posse irregular de arma de fogo e por estar com uma bicicleta furtada. Após prestar esclarecimentos, foi liberado. Mas, em vez de se acalmar, o suspeito — que é usuário de drogas — foi direto para a casa dos pais.

Lá, o cenário era de terror. Segundo a Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP), a própria mãe acionou a polícia desesperada. O filho a ameaçava de morte, dizendo que iria colocar fogo nela. E não parou por aí: também ameaçou o pai, que havia acabado de passar por uma cirurgia no quadril, com uma foice.

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O momento da prisão

Quando os policiais chegaram ao local, encontraram o homem em estado de agitação extrema. Ele foi imobilizado e, durante a ação, apresentava um ferimento na perna — precisando de atendimento médico antes de ser levado à delegacia. A mãe, ainda em choque, já solicitou medida protetiva contra o próprio filho.

O caso foi registrado como violência doméstica, incêndio, resistência e ameaça. Uma combinação de crimes que revela um padrão de violência que muitas famílias enfrentam em silêncio.

O que esperar agora?

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O suspeito permanece preso à disposição da Justiça. Mas a pergunta que fica é: como um sistema que soltou o agressor horas antes falhou em proteger aquela mãe e aquele pai? Especialistas em segurança pública alertam que casos como esse mostram a urgência de medidas mais rigorosas para reincidentes em crimes violentos, especialmente quando envolvem familiares vulneráveis.

Enquanto isso, a idosa que pediu socorro agora vive com o medo de que, um dia, ele volte a cruzar a porta de casa.