O Irã anunciou nesta terça-feira (7) a reabertura do Estreito de Ormuz, via marítima crucial para o transporte global de petróleo. A decisão segue um acordo bilateral de cessar-fogo mediado pelo Paquistão e anunciado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, declarou que a passagem pelo estreito será segura durante todo o período da trégua, que tem duração de 15 dias. Em contrapartida, Teerã se comprometeu a suspender todas as ações defensivas, desde que os ataques contra o país também cessem.
Acordo evita escalada após tensões
O anúncio é o desfecho de um dia de alta tensão, marcado por graves ameaças públicas feitas por Trump nas redes sociais. O presidente republicano havia afirmado que uma "civilização inteira" poderia desaparecer em poucas horas caso não houvesse um acordo.
As declarações geraram reação imediata das autoridades iranianas, que prometeram revidar caso as ameaças fossem cumpridas. Diante do risco de ataques às infraestruturas do país, manifestantes formaram cordões humanos ao redor de pontes e centrais elétricas como forma de proteção simbólica.
Mediação paquistanesa e termos do cessar-fogo
A proposta de cessar-fogo foi apresentada pelo Paquistão, que atuou como mediador diplomático entre os dois países. O plano envolveu o adiamento por duas semanas de um prazo não especificado imposto ao Irã, com uma trégua de duração equivalente.
Durante esse período, o Irã se comprometeu a permitir o tráfego marítimo pelo Estreito de Ormuz, um dos pontos de estrangulamento mais importantes do mundo, por onde passa cerca de 20% do petróleo consumido globalmente.
Contexto e próximos passos
O Estreito de Ormuz, com apenas 39 km de largura em seu ponto mais estreito, é uma rota vital para as exportações de petróleo do Irã, Iraque, Kuwait, Catar, Bahrein, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos. Sua eventual interdição teria impactos severos na economia mundial.
Com a trégua de 15 dias em vigor, as atenções se voltam para as negociações que podem ocorrer neste intervalo. O acordo estabelece uma pausa nas hostilidades, mas o cenário futuro permanece incerto, dependendo do avanço dos diálogos diplomáticos.