Você já parou para pensar no que realmente aconteceu na cela de Jeffrey Epstein? O irmão do bilionário, Mark Epstein, acaba de soltar uma bomba: ele garante que o suposto bilhete de suicídio deixado pelo financista é uma FALSIFICAÇÃO.
Em entrevista exclusiva ao Business Insider, Mark não poupou palavras. Para ele, a história de que Jeffrey teria se matado é uma cortina de fumaça. "Não seria difícil conseguir um falsificador profissional para forjar um bilhete", disparou. "Isso é a coisa mais fácil do mundo de se fazer."
O que diz o tal bilhete "suicida"?
O documento, que ficou selado por anos e foi liberado por um juiz federal esta semana, teria sido encontrado pelo ex-companheiro de cela de Epstein, Nicholas Tartaglione — um ex-policial condenado por sequestrar e matar quatro pessoas. Segundo Tartaglione, o bilhete não foi escrito na noite da morte de Epstein, em 10 de agosto de 2019, mas sim durante uma tentativa anterior de suicídio, em julho daquele ano.
"Eles me investigaram por meses — NÃO ACHARAM NADA!!!", diz o bilhete. "Então acusações de 15 anos atrás surgiram." A mensagem ainda inclui uma frase enigmática: "É um presente poder escolher a hora de dizer adeus. O que você quer que eu faça — Cair no choro!!"
A pista que entrega a farsa, segundo Mark
Mark Epstein reconheceu que a última linha — "Cair no choro!!" — é uma referência a um vídeo de comédia de 1931 do programa "Little Rascals", algo que Jeffrey usava em e-mails para amigos e familiares. Mas é exatamente aí que mora o veneno da história.
"Quem quer que tenha forjado o bilhete roubou a 'voz' do meu irmão dos e-mails que se tornaram públicos", acusou Mark. "É de conhecimento público. Está nos e-mails. Então eles roubaram isso de mim para fazer parecer que era ele."
Mas tem um detalhe que complica a teoria da conspiração: de acordo com a ordem de liberação do juiz Kenneth Karas, o bilhete foi lacrado originalmente em maio de 2021 — muito antes dos e-mails de Epstein com a referência ao "Little Rascals" se tornarem públicos no início deste ano. Uma linha do tempo mostra que o documento passou por várias mãos que tentaram autenticá-lo em 2019 e 2020.
A verdade sobre a "primeira tentativa de suicídio"
A própria narrativa de uma primeira tentativa de suicídio é contestada. Relatórios internos da prisão mostram que Epstein foi encontrado com um "laço caseiro no pescoço". Inicialmente, ele disse aos guardas que Tartaglione tentou matá-lo. Uma semana depois, mudou a versão, alegando estar "extremamente cansado" e não se lembrar bem do incidente.
Para Mark, a mudança de versão tem um motivo claro: medo de ser visto como "dedo-duro". "É uma coisa ser um pedófilo na prisão. É outra coisa ser um pedófilo dedo-duro na prisão. Isso não é divertido para ninguém", ironizou.
O futuro: o que realmente aconteceu?
Mark Epstein não tem dúvidas: seu irmão foi assassinado. Ele acredita que alguém próximo à cela, fora do ângulo das câmeras, o matou, e que o Departamento de Justiça está encobrindo o caso ao não tratá-lo como homicídio.
"Se ele fosse cometer suicídio, não precisaria explicar nada para ninguém", concluiu Mark, deixando no ar a pergunta que assombra o caso: quem realmente matou Jeffrey Epstein?