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Se você trabalha com consultoria, prepare-se: o mercado está mudando mais rápido do que você imagina. Na última quarta-feira, a gigante KPMG demitiu cerca de 400 consultores de sua divisão de advisory nos Estados Unidos. O aviso veio durante uma chamada ao meio-dia — e muitos só descobriram o convite na terça-feira.

Quem está na mira dos cortes?

As demissões atingiram principalmente profissionais das áreas de risco regulatório, operações com clientes e serviços financeiros. Segundo uma fonte próxima ao caso, essas divisões vêm enfrentando uma desaceleração na demanda nos últimos meses.

Russ Grote, porta-voz da KPMG, justificou a medida como um "realinhamento estratégico" para garantir que as habilidades da equipe estejam alinhadas com a demanda futura. Em outras palavras: a empresa está se preparando para o que vem por aí.

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O lado positivo: contratações em alta

Nem tudo é tragédia. Enquanto algumas áreas encolhem, outras estão crescendo. A KPMG continua contratando em setores estratégicos como cibersegurança, serviços gerenciados e, claro, inteligência artificial. O foco agora são engenheiros e especialistas em transformação com IA.

Dos 4% de cortes realizados, apenas 2% estavam relacionados a desempenho — os outros 2% são puramente estratégicos. A empresa quer realocar talentos para onde o mercado está bombando.

IA: a grande protagonista da vez

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A inteligência artificial não é mais uma promessa futurista; ela já está ditando quem fica e quem sai. A KPMG lançou até um "AI Spark Innovation Awards", um concurso interno que premia consultores que usarem IA de forma inovadora. Mais de 90% dos funcionários da firma nos EUA já usam IA semanalmente.

E não é só a KPMG: o Boston Consulting Group também atingiu 90% de adoção de IA e já está integrando métricas de uso de IA nas avaliações de desempenho. A mensagem é clara: quem não se adaptar, ficará para trás.

O que isso significa para você?

Tim Walsh, CEO da KPMG US, foi direto: "Você precisa adotar e usar as ferramentas que estão sendo fornecidas, porque isso é crítico para o seu sucesso no futuro." Com a "Grande Resignação" ficando para trás e os funcionários agora buscando estabilidade, a pressão para se atualizar nunca foi tão grande.

A mensagem final é simples: o mercado de trabalho está passando por uma transformação silenciosa, mas brutal. As empresas estão cortando o que não é mais essencial e investindo pesado em quem sabe usar a tecnologia a seu favor. E você, já está se preparando?