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Uma missão de busca e resgate de combate (CSAR) realizada em plena luz do dia para recuperar um piloto da Força Aérea dos EUA abatido no Irã foi classificada como "extraordinariamente ousada" por um piloto ativo da área. A operação, realizada na sexta-feira, ocorreu após a queda de um caça F-15E Strike Eagle por fogo inimigo e envolveu helicópteros de resgate que também foram atingidos, conseguindo retornar à base. Até o momento, um dos dois membros da tripulação do F-15E foi resgatado, segundo relatos da mídia americana.

O Comando Central dos EUA não comentou publicamente os incidentes. No mesmo dia, uma aeronave de ataque A-10 Thunderbolt II caiu em território do Kuwait após também ser atingida, mas seu piloto foi recuperado com segurança. As missões CSAR, dedicadas a resgatar tripulações abatidas em território hostil, são consideradas perigosas mesmo nas melhores condições, idealmente realizadas em noites escuras.

Risco Amplificado pela Luz do Dia

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O piloto de CSAR entrevistado pelo *Business Insider* explicou que mais luz significa maior risco para a tripulação, que se torna um alvo mais fácil para armas inimigas, que frequentemente carecem das capacidades noturnas avançadas das forças americanas. "Fazer isso em plena luz do dia... é simplesmente outro nível", disse ele, destacando que a decisão refletia a urgência em localizar o pessoal americano. "É meio aterrorizante pensar: 'vamos voar em plena luz do dia para o meio de um país que está em guerra conosco'".

Para as tropas americanas, resgatar companheiros abatidos é um dos deveres mais sagrados. Encontrar as tripulações antes do inimigo é crítico, tanto para os militares quanto para as operações mais amplas, já que a captura pode ter sérias consequências estratégicas. Tripulações aéreas e outros militares, como pessoal de operações especiais, treinam para a possibilidade de ficarem presos atrás das linhas inimigas através do treinamento SERE (sobreviver, evadir, resistir, escapar).

Evolução e Recursos da Missão

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As operações de busca e resgate evoluíram junto com a aviação de combate. A Guerra do Vietnã, quando aeronaves americanas eram frequentemente abatidas e as tripulações capturadas como prisioneiros de guerra, viu a expansão e o refinamento dessas operações. As missões modernas contam com recursos significativos, envolvendo helicópteros Pave Hawk (uma versão do Black Hawk para SAR), aviões-tanque HC-130, e os Pararescue Jumpers (PJs), apoiados por aviadores de missão especial que operam armas e guinchos nos helicópteros.

"A missão CSAR é extremamente bem equipada na USAF", escreveu Greg Bagwell, ex-comandante sênior da Força Aérea Real Britânica, explicando que essas operações dependem de unidades do Comando de Combate Aéreo e do Comando de Operações Especiais da Força Aérea. Outra aeronave, como um A-10 Warthog, pode atuar como um "quarterback" do comando da missão, direcionando os recursos de resgate e fornecendo defesa.

Desafios e Treinamento Constante

As tripulações nos helicópteros de busca e resgate incorrem em risco sério, voando baixo e devagar em sua busca. "Eles estão tentando entrar, evitar fogo hostil e de alguma forma localizar esse indivíduo", disse o piloto. "E o objetivo é que os PJs saiam correndo, agarrem o cara que parece americano, o arrastem para dentro do helicóptero e vão embora."

Além da preocupação com fogo inimigo – desde armas pequenas até foguetes portáteis e mísseis terra-ar –, as tripulações também devem estar preparadas para operar em qualquer ambiente, desde terreno aberto com alta exposição até complexos espaços de batalha urbanos com obstáculos difíceis de ver, como linhas de energia. "Você treina muito, e a esperança é nunca ter que fazer isso", concluiu o piloto sobre as missões. "Mas você certamente treina para fazer isso todos os dias."