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Michael Fiddelke, o novo presidente-executivo da Target, completou duas semanas no cargo e já implementou uma série de medidas para tentar reverter os problemas da varejista. Entre as ações iniciais estão a demissão de 500 funcionários e a nomeação de dois novos executivos para a alta liderança da empresa.

O movimento reflete a urgência de Fiddelke em corrigir três anos de vendas estagnadas ou em declínio, um relacionamento conturbado com clientes e funcionários e a perda de terreno para concorrentes. Em sua primeira reunião com a empresa, o CEO admitiu que a Target "não fez o suficiente" para manter a confiança de seus consumidores nos últimos anos.

Primeiras decisões estratégicas

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Na segunda-feira, a empresa anunciou a demissão de 500 trabalhadores de escritórios distritais e da cadeia de suprimentos. Segundo a Target, a medida permitirá realocar recursos para aumentar as horas de trabalho nas lojas físicas em todo os Estados Unidos, com o objetivo declarado de melhorar a experiência de compra.

"Adicionar mão de obra às lojas é uma boa jogada", avaliou Gerald Storch, ex-membro do conselho da Target. "As lojas estavam muito bagunçadas, as filas no caixa muito longas e havia muitos itens fora de estoque."

Renovação na alta liderança

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No dia seguinte ao anúncio das demissões, a Target revelou duas novas contratações para o alto escalão, alinhadas com a estratégia de Fiddelke. A empresa nomeou um novo chief merchant (diretor comercial) e um novo chief operating officer (diretor de operações), substituindo as executivas Jill Sando e Rick Gomez. As mudanças também simplificam a estrutura organizacional no topo da companhia.

"Ele começou com o pé direito", disse Neil Saunders, analista de varejo da GlobalData, sobre o novo CEO. "Ele quer mudanças, mas acho que também está ansioso para mostrar que quer mudanças na Target."

Contexto desafiador e primeiras impressões

A nomeação de Fiddelke, um veterano da empresa, foi recebida com ceticismo por parte do mercado, que questionava se ele estaria disposto a promover mudanças significativas. Críticos também apontaram para a decisão do conselho de manter o ex-CEO Brian Cornell como presidente executivo, uma manobra que, segundo especialistas em liderança, pode limitar a autonomia do novo chefe.

A Target tem estado sob os holofotes nacionais recentemente devido a uma operação de agentes de imigração federais em Minneapolis, sua cidade-sede, e por ter enfrentado críticas por retroceder em esforços de diversidade em 2025.

Em sua reunião inicial, Fiddelke anunciou que a Target está comprometendo US$ 1 milhão adicional para seu programa comunitário Bullseye Builds e que os funcionários da empresa registraram mais de um milhão de horas de serviço voluntário em 2025.

Próximos passos e desafios de longo prazo

Fiddelke também cumpriu o compromisso de visitar lojas e centros de distribuição, passando por Dallas e perto de sua cidade natal, Manchester, Iowa. O tom de seu início de gestão é claro, mas o desafio será sustentar o esforço nos meses e anos à frente.

"Isso não será resolvido em duas semanas", afirmou Storch sobre os problemas fundamentais da empresa. Saunders concordou sobre o longo caminho: "Leva muito tempo para consertar essas coisas, e leva ainda mais tempo para que isso se reflita na percepção e no comportamento do cliente".

Um funcionário que participou da reunião inicial disse, sob condição de anonimato, que a postura do novo chefe foi um bom começo. "Ele parece estar muito focado em tentar restaurar a fé dos clientes em nós como empresa", completou.