Imagine um plano tão grande que envolve comprar terrenos do tamanho de cidades inteiras, tudo para alimentar a máquina mais poderosa já criada pela humanidade: a Inteligência Artificial. Pois é exatamente isso que a Coatue, um dos maiores nomes do Vale do Silício, está fazendo agora.
E não, não é teoria da conspiração. A mesma gestora que já apostou pesado em empresas como OpenAI, xAI e a própria Anthropic (criadora do Claude) está indo além dos investimentos tradicionais. Ela quer ser dona do chão onde a mágica acontece.
A nova fronteira: terrenos perto de usinas de energia
De acordo com o Wall Street Journal, a Coatue lançou um novo empreendimento chamado Next Frontier. O objetivo? Comprar terrenos estratégicos, localizados próximos a grandes fontes de energia, para transformá-los em data centers. A lógica é brutalmente simples: IA consome energia em um nível absurdo, e quem controlar a terra e a energia, controla o futuro.
E não para por aí. Fontes revelam que a Next Frontier já fechou uma joint venture com a Fluidstack, uma startup de infraestrutura em nuvem que, pasme, fechou um contrato de US$ 50 bilhões para construir data centers para a Anthropic. É o maior acordo do tipo que se tem notícia.
Uma corrida do ouro em pleno século XXI
Para você ter uma ideia do tamanho dessa febre: os Estados Unidos já possuem 3.000 data centers em operação. Mas, de acordo com o Pew Research, mais 1.500 novos estão em diferentes estágios de construção. A maioria deles? Em áreas rurais, onde a terra é mais barata e o acesso à energia é mais viável.
Isso está gerando uma verdadeira corrida especulativa. Não são apenas os fundos de venture capital que estão de olho nisso. Blackstone (o maior fundo de private equity do mundo) e até Kevin O’Leary, o famoso "Mr. Wonderful" do Shark Tank, já estão se movimentando para financiar projetos de data centers.
O que isso muda na sua vida?
Pode parecer um assunto distante, mas não é. Cada vez que você usa o ChatGPT, o Claude ou qualquer outra IA, sua solicitação está sendo processada em um desses galpões gigantescos, consumindo energia e gerando calor. A briga por terrenos e energia vai definir o preço e a velocidade da tecnologia que você usa.
O movimento da Coatue mostra que os maiores investidores do mundo estão apostando que a demanda por IA não é uma bolha. É uma nova infraestrutura. E eles estão dispostos a gastar centenas de bilhões para construir as "usinas de pensamento" do futuro. A pergunta que fica é: quem mais vai entrar nessa briga?