Ela tinha acabado de se livrar de um relacionamento abusivo de 15 anos. Achou que a separação traria paz. Mas, na manhã da última terça-feira (3), o pior pesadelo de Camile Barbosa Duarte Antunes, de apenas 30 anos, se concretizou dentro da própria casa, em Campos dos Goytacazes (RJ).
O momento cruel da emboscada
O ex-marido, Ruan Henrique Oliveira de Souza, de 31 anos, não agiu por impulso. A polícia acredita que o crime foi friamente planejado. As imagens de câmeras de segurança são a prova mais perturbadora: ele invadiu a residência exatamente um minuto depois que os dois filhos gêmeos do casal, de 12 anos, saíram para a escola.
Ele sabia o horário. Ele esperou. Ele queria que as crianças não vissem a barbárie que estava prestes a cometer.
Um histórico de ameaças e violência
Essa não foi a primeira vez que Ruan aterrorizou a ex-companheira. De acordo com a Polícia Civil, há cerca de duas semanas, ele já havia ido armado até a casa dela. Na ocasião, encostou uma arma na cabeça de Camile e disse que a mataria e depois tiraria a própria vida. A ameaça não era vazia.
O relacionamento de 15 anos era marcado por brigas constantes, ciúmes e episódios de violência. A separação aconteceu depois que ela descobriu uma suposta traição. A decisão de romper o ciclo, que deveria ser um ato de coragem, acabou selando seu destino trágico.
O desfecho trágico e as investigações
Camile foi encontrada sem vida sobre a cama, morta a facadas. Ruan foi encontrado morto logo após o crime. A principal linha de investigação da 134ª DP de Campos dos Goytacazes é de feminicídio seguido de suicídio.
O caso levanta uma questão dolorosa e necessária: quantas Camiles mais precisam morrer para que medidas de proteção funcionem de verdade? A polícia segue ouvindo testemunhas e analisando provas para entender todos os detalhes desse crime que chocou a cidade.
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