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O príncipe esquecido da Inglaterra: a história chocante de John, o filho recluso do rei George V

O príncipe esquecido da Inglaterra: a história chocante de John, o filho recluso do rei George V

Epilepsia, isolamento e a triste verdade sobre o "menino animal" da família real britânica.

Redação
Redação

31 de maio de 2026 ·

Você já ouviu falar do príncipe John? Se a resposta for não, não se preocupe. A própria família real fez de tudo para que você nunca soubesse que ele existiu.

Enquanto o mundo acompanhava os escândalos de Eduardo VIII, a tragédia de Diana e a saída de Harry e Meghan, uma história muito mais sombria e silenciosa aconteceu nos bastidores do palácio. Uma história de abandono, estigma e um segredo que a monarquia tentou enterrar vivo.

Prepare-se para conhecer o trágico destino do quinto filho do rei George V, um menino que foi apagado da história oficial.

O "menino problema" que incomodava a corte

Nascido em 12 de julho de 1905, o príncipe John era o caçula de uma das famílias mais poderosas do mundo. Mas, desde cedo, algo estava errado. Enquanto seus irmãos eram preparados para o trono e para a vida pública, John era diferente. O próprio pai, o rei George V, confessou ao presidente Theodore Roosevelt que todos os filhos eram obedientes, “exceto John”.

O menino era descrito como “encantador”, mas também como “dolorosamente lento”. Aos quatro anos, já era claro que seu desenvolvimento não acompanhava o dos irmãos. E, para uma monarquia obcecada por imagem e "pureza de sangue", essa era uma mancha que precisava ser escondida.

O diagnóstico que virou sentença de isolamento

O problema tinha nome: epilepsia. Uma condição neurológica que, no início do século XX, era tratada como uma maldição. As crises de John se tornaram mais frequentes e violentas. E a solução da família real foi cruel e definitiva: apagá-lo da vida pública.

Por volta dos 11 anos, John foi enviado para Wood Farm, uma casa isolada na propriedade de Sandringham. Separado dos pais e dos irmãos, ele passou a viver apenas com sua babá, Charlotte “Lala” Bill. A justificativa? Protegê-lo. A realidade? Um exílio silencioso.

A própria babá registrou o horror da situação: “Não ousávamos deixá-lo com seus irmãos e irmãs, pois isso os perturbava muito, com os ataques ficando tão graves e frequentes.”

O "animal" que a família queria esquecer

Enquanto a Primeira Guerra Mundial devastava a Europa, o príncipe John definhava em seu exílio dourado. Visitantes do palácio de Balmoral, na Escócia, lembravam-se de vê-lo apenas ao longe, uma figura “remota” nos bosques, sempre acompanhado por cuidadores.

Após 1913, nenhum retrato oficial dele foi encomendado. A monarquia simplesmente o apagou visualmente. E as palavras de seu próprio irmão, o futuro rei Eduardo VIII, revelam o nível de desumanização que ele sofreu. Em cartas pessoais, Eduardo escreveu: “Sua morte é o maior alívio imaginável... Esse pobre menino havia se tornado mais um animal do que qualquer outra coisa.”

O fim trágico e o "alívio" da rainha

Em 18 de janeiro de 1919, o príncipe John morreu durante uma grave crise convulsiva enquanto dormia. Ele tinha apenas 13 anos. Seu funeral foi realizado de forma extremamente privada.

O mais perturbador? A reação de sua própria mãe. A rainha Mary escreveu em seu diário que, apesar do choque, sentiu “um grande alívio” pela morte do filho, pois ela significava o fim do sofrimento da "pobre alma inquieta do menino".

Apenas dois dias depois, o jornal Daily Mirror noticiou a morte, marcando a primeira vez que o público tomava conhecimento da epilepsia de John. Um segredo que a coroa tentou levar para o túmulo.

Hoje, a história do príncipe John serve como um lembrete sombrio de uma época em que a monarquia preferia esconder a doença a tratar o doente. Uma cicatriz na história dos Windsor que, finalmente, está sendo revelada.

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