O verdadeiro motivo da megaoperação que prendeu chefão de chacina e apreendeu 1.611 bois em Rondônia

O verdadeiro motivo da megaoperação que prendeu chefão de chacina e apreendeu 1.611 bois em Rondônia

Justiça bloqueia R$ 48 milhões e desmonta esquema de lavagem de dinheiro que usava fazendas como fachada.

Redação
Redação

26 de maio de 2026

Você já imaginou um homem condenado por homicídio e participação em uma chacina continuar comandando um império criminoso mesmo estando foragido? Pois foi exatamente isso que o Ministério Público de Rondônia descobriu. E a resposta veio nesta terça-feira (26) com a Operação "Labirinto de Bronze", uma ação que chocou o estado.

O poder por trás das fazendas

O alvo principal da operação não era um simples criminoso. Segundo as investigações, ele chefiava uma organização especializada em lavagem de dinheiro. O esquema era sofisticado: usava empresas de terraplanagem e propriedades rurais como fachada para movimentar dinheiro sujo. O resultado? Um bloqueio recorde de R$ 48 milhões em bens, incluindo 1.611 cabeças de gado espalhadas por fazendas na região de Cujubim.

Mas não para por aí. A Justiça também apreendeu imóveis, veículos e máquinas. Tudo isso enquanto o principal investigado, que já tinha condenações por homicídio e participação em uma chacina em Buritis (2012), continuava operando o esquema mesmo foragido.

Como a polícia descobriu tudo?

As apurações identificaram movimentações financeiras incompatíveis com a renda declarada pelos investigados. A grande sacada? Eles usavam uma empresa de terraplanagem para circular os recursos. E para esconder o patrimônio rural, colocavam os bens em nome de terceiros. Uma verdadeira "labirinto" de transações para dificultar o rastreio.

Durante a operação, foram cumpridos mandados de prisão e busca e apreensão nas cidades de Ariquemes, Cujubim e Porto Velho. Um dos mandados de prisão foi executado contra o chefão do grupo, que já havia escapado de operações anteriores. Dessa vez, ele não conseguiu fugir.

O apoio de uma força-tarefa de peso

A operação não foi feita sozinha. Ela contou com o apoio de uma verdadeira força-tarefa: Polícia Militar, Polícia Civil, Secretaria de Estado de Justiça, Polícia Penal, Polícia Técnico-Científica, Corpo de Bombeiros, Força Tarefa Integrada de Combate ao Crime Organizado (Fticco) e até o Departamento de Estradas de Rodagem (DER) e a Polícia Rodoviária Federal. Uma união que mostra a gravidade do caso.

O que isso significa para você?

Essa operação mostra que o crime organizado não está apenas nas grandes cidades. Ele se infiltra em áreas rurais, usa empresas legítimas como fachada e movimenta milhões. Mas também prova que, quando as forças de segurança se unem, o cerco se fecha. O chefão da chacina de 2012 finalmente está atrás das grades. E o gado? Os bois apreendidos são apenas a ponta do iceberg de um esquema que a Justiça promete desmontar por completo.

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