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Você já imaginou um juiz do Supremo que jura de pés juntos que não tem vontade própria? Pois foi exatamente isso que você ouviu hoje. Em um discurso que pode mudar a forma como você enxerga a mais alta corte do país, Jorge Messias, o atual ministro da AGU, deixou claro: o STF que ele pretende construir não é palco para ativismos ou paixões políticas.

A declaração aconteceu durante a abertura de sua sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, nesta quarta-feira (29). E o recado foi direto ao ponto: "A palavra é equilíbrio e respeito dos Poderes".

O juiz que prometeu não ter "vontade própria"

Em um tom que surpreendeu até os senadores mais experientes, Messias traçou um perfil que muitos consideram raro nos dias de hoje: o de um magistrado técnico, focado na harmonia institucional e na autocontenção. Ele não veio para fazer barulho; veio para aplicar a Constituição como uma bússola, não como uma arma.

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"O juiz não tem vontade própria; o juiz tem a Constituição como bússola e o limite do seu veredito", afirmou, em uma frase que já ecoa nos corredores do poder como um sinal de moderação.

Por que essa postura pode mudar tudo?

Se você acompanha os embates entre os Poderes, sabe que o ativismo judicial é um dos temas mais quentes do momento. Messias, ao afirmar que combaterá essa prática, está sinalizando um novo capítulo para o STF. Ele quer ser visto como um garantista integral da Constituição, não como um político de toga.

E não é só discurso. O indicado para ocupar a cadeira deixada por Luís Roberto Barroso já tem destino certo: a Primeira Turma do STF, ao lado de nomes como Flávio Dino, Cármen Lúcia, Alexandre de Moraes e Cristiano Zanin. Um time de peso que, com a chegada de Messias, promete equilibrar ainda mais as decisões.

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O que esperar daqui para frente?

Para você, cidadão que acompanha a política, isso significa uma coisa: menos ruído e mais técnica. Messias quer provar que é possível ser um juiz sem paixões partidárias, focado unicamente no que diz a lei. Se ele conseguirá manter essa promessa no calor dos julgamentos mais polêmicos, só o tempo dirá. Mas, por enquanto, o recado está dado: o STF pode estar prestes a ganhar um novo perfil de magistrado.

E você, o que acha? Um juiz sem "vontade própria" é o que o Brasil precisa neste momento? A resposta pode definir o futuro da nossa democracia.