O verdadeiro motivo por trás da saída de Andrej Karpathy da OpenAI para a Anthropic
Cofundador da OpenAI troca de lado e assume missão secreta para turbinar o Claude
Você já parou para pensar no que leva um dos maiores cérebros da inteligência artificial a trocar de time no meio da maior guerra tecnológica da história? Pois é exatamente isso que acaba de acontecer.
Andrej Karpathy, o pesquisador que ajudou a fundar a OpenAI e liderou a inteligência artificial da Tesla, acabou de pular o muro. E não foi para qualquer lugar: ele se juntou à Anthropic, a rival direta da sua antiga casa.
“Eu me juntei à Anthropic”, anunciou Karpathy no X (antigo Twitter) nesta terça-feira. “Acho que os próximos anos na fronteira dos LLMs serão especialmente formativos.”
A missão que ninguém esperava
Mas o que realmente está por trás dessa contratação bombástica? Fontes revelaram à TechCrunch que Karpathy não vai apenas “trabalhar” na Anthropic. Ele foi escalado para algo muito maior: criar uma equipe inteira dedicada a usar o próprio Claude para acelerar a fase de pré-treinamento.
Em outras palavras: a Anthropic quer que a IA se aprimore usando ela mesma. Uma espécie de “autoaperfeiçoamento” que pode mudar as regras do jogo.
O pré-treinamento é a fase mais cara e que mais consome poder computacional na construção de um modelo de fronteira. É ali que o Claude ganha seu conhecimento e capacidades centrais. E Karpathy é um dos poucos pesquisadores no mundo que entende tanto a teoria quanto a prática em larga escala.
De zero a herói: a trajetória de um gênio
Para entender o peso dessa mudança, vale lembrar o currículo de Karpathy. Ele saiu da OpenAI em 2017 para comandar os programas Full Self-Driving (FSD) e Autopilot da Tesla. Depois, voltou para a OpenAI por um ano, saiu novamente em 2024 para fundar a Eureka Labs — uma startup focada em aplicar assistentes de IA à educação.
Agora, ele está de volta ao centro do furacão. E deixou claro: “Continuo profundamente apaixonado pela educação e pretendo retomar meu trabalho nessa área no futuro.”
Mas não é só Karpathy que está chegando. A Anthropic também contratou Chris Rohlf, um veterano da cibersegurança com mais de 20 anos de experiência, para seu “time vermelho” de fronteira — a equipe que testa os modelos de IA contra ameaças severas.
“Temos uma oportunidade real de melhorar dramaticamente a cibersegurança com IA”, disse Rohlf.
O que isso significa para você?
Essa movimentação não é apenas uma troca de emprego no mundo tech. É um sinal claro de que a corrida pela inteligência artificial está entrando em uma nova fase. Enquanto a OpenAI e o Google usam poder bruto de computação, a Anthropic aposta em pesquisa assistida por IA para se manter competitiva.
E com Karpathy no comando dessa estratégia, o Claude pode ganhar um upgrade que vai muito além do que imaginamos. O futuro da IA está sendo escrito agora — e você acabou de ler o primeiro capítulo dessa história.
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