ONU adia votação sobre uso de força no Estreito de Ormuz para próxima semana
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ONU adia votação sobre uso de força no Estreito de Ormuz para próxima semana

Proposta que autoriza ação militar para proteger navegação enfrenta oposição de potências com poder de veto.

Redação
Redação

4 de abril de 2026

A votação no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre uma resolução que autoriza o uso da força no Estreito de Ormuz foi adiada para a próxima semana. A sessão, inicialmente prevista para sexta-feira (3) e depois remarcada para sábado (4), foi postergada novamente, conforme informaram diplomatas à imprensa.

A proposta em análise prevê que os países possam empregar "todos os meios defensivos necessários" para garantir a segurança da navegação comercial na região estratégica. Se aprovada, será a primeira autorização da ONU para emprego de força militar no atual conflito no Oriente Médio, que completa cerca de um mês.

Oposição no Conselho de Segurança

O texto da resolução, que teria validade inicial de seis meses, busca "garantir a passagem de trânsito e impedir tentativas de fechar o estreito". No entanto, a medida enfrenta resistência de membros permanentes do Conselho com poder de veto. China, Rússia e França já sinalizaram oposição à proposta.

O embaixador chinês na ONU, Fu Cong, criticou a iniciativa. Em declarações ao jornal *The Arab Weekly*, ele afirmou que a autorização "legitimaria o uso ilegal e indiscriminado da força, o que inevitavelmente levaria a uma escalada ainda maior da situação".

Contexto do Conflito

O Estreito de Ormuz é uma via marítima crucial, por onde passa cerca de 20% do petróleo comercializado globalmente. O Irã fechou a passagem em retaliação aos ataques conjuntos realizados por Estados Unidos e Israel, que deram início ao atual conflito.

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, já havia alertado o Conselho de Segurança sobre os possíveis desdobramentos graves de uma autorização para uso da força na região.

A nova data para a votação decisiva ainda não foi divulgada oficialmente pela ONU.

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