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A OpenAI, empresa responsável pelo ChatGPT, desativou na semana passada sua ferramenta de geração de vídeos por inteligência artificial, o Sora, apenas seis meses após seu lançamento público. A decisão, que levantou suspeitas iniciais sobre coleta de dados, teve como motivação principal os prejuízos financeiros e a baixa adoção da plataforma, conforme revelou uma investigação do jornal The Wall Street Journal.

De acordo com o relatório, manter o Sora operacional custava à OpenAI aproximadamente US$ 1 milhão por dia, enquanto a base de usuários ativos despencou para menos de 500 mil pessoas em todo o mundo. O pico de uso foi de cerca de um milhão de usuários logo após o lançamento.

Concorrência e custos insustentáveis

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Enquanto uma equipe interna da OpenAI se dedicava ao Sora, a concorrente Anthropic ganhava terreno com desenvolvedores e empresas, principal motor de receia do setor. Seu produto, o Claude Code, destacou-se no mercado, pressionando a posição da OpenAI.

O custo proibitivo da geração de vídeo por IA, que consome uma grande quantidade de chips especializados, tornou o Sora um projeto insustentável. Cada vídeo gerado pelos usuários consumia parte de um estoque finito de capacidade de processamento (compute), recurso estratégico e caro.

Decisão abrupta e parceria bilionária cancelada

Diante do cenário, o CEO da OpenAI, Sam Altman, tomou a decisão de encerrar o Sora para liberar recursos computacionais e redirecionar o foco da empresa. A mudança foi tão súbita que a Disney foi informada menos de uma hora antes do anúncio público.

A gigante do entretenimento havia se comprometido com uma parceria de US$ 1 bilhão centrada no Sora, acordo que foi cancelado junto com a desativação da ferramenta.

Box Explicativo: O que era o Sora?
Lançado em 2025, o Sora era um modelo de IA generativa que permitia a criação de vídeos curtos a partir de prompts de texto. Sua característica mais divulgada era a capacidade de inserir o rosto do usuário em cenas geradas artificialmente, funcionalidade que gerou debates sobre privacidade.

A medida reflete a dinâmica competitiva e os altos custos operacionais do mercado de inteligência artificial generativa, onde empresas precisam priorizar recursos em produtos com maior retorno estratégico e financeiro.