Mariano Páez, pai da advogada argentina Agostina Páez, ré em um processo por injúria racial no Brasil, foi flagrado fazendo gestos que imitam um macaco em uma boate em Santiago del Estero, na Argentina. As imagens, divulgadas pelo canal de notícias local Info del Estero, mostram Mariano realizando os movimentos em meio a uma festa.
O caso ganhou repercussão nas redes sociais, reacendendo a polêmica em torno da família. A filha, Agostina Páez, está respondendo judicialmente no Rio de Janeiro por ter feito gestos racistas e proferido ofensas a um funcionário de um bar em Ipanema, em janeiro deste ano.
Negativa e alegação de vídeo falso
Em entrevista a uma TV argentina, citada pelo jornal Lá Nación, Mariano Páez negou a autenticidade das imagens. Ele alegou que os vídeos foram criados por meio de inteligência artificial (IA) para prejudicá-lo. A alegação, no entanto, contrasta com a repercussão pública do caso.
Em suas redes sociais, a própria filha, Agostina Páez, se manifestou sobre o ocorrido com o pai. Em publicação, ela escreveu: "Meu pai não é racista, ele é uma pessoa maravilhosa". A advogada, que voltou à Argentina após receber um habeas corpus no Brasil, também afirmou ter reconhecido seu próprio erro no episódio ocorrido no Rio e disse estar focada em sua "reconstrução".
Contexto do caso original e desdobramentos
O incidente que tornou Agostina Páez réu ocorreu em 25 de janeiro, em um bar na zona sul do Rio. Após um desentendimento na hora de pagar a conta, a advogada foi filmada fazendo gestos considerados racistas e dirigindo insultos a um colaborador do estabelecimento. As imagens viralizaram.
Em 6 de fevereiro, ela foi presa temporariamente, mas liberada posteriormente com a obrigação de usar tornozeleira eletrônica. O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) concedeu habeas corpus em seu favor no dia 31 de março, atendendo a um pedido da defesa. Agostina retornou à Argentina no dia 1º de abril.
Outras acusações contra o pai
O jornal Lá Nación também reportou que, meses antes do vídeo na boate, a companheira de Mariano Páez teria registrado uma queixa por violência doméstica contra ele. A informação acrescenta um novo elemento ao perfil público do argentino, que agora enfrenta a repercussão do vídeo com gestos racistas.
O caso segue sob investigação das autoridades brasileiras, enquanto a defesa de Agostina Páez trabalha no processo judicial. A nova polêmica envolvendo o pai tende a manter o episódio em evidência na imprensa dos dois países.