Publicidade

O Papa Leão XIV celebrou neste domingo (5) sua primeira missa de Páscoa como líder da Igreja Católica, diante de aproximadamente 45 mil fiéis na Praça de São Pedro, no Vaticano. Durante a celebração, o pontífice fez um apelo pela paz no mundo, pedindo que Cristo conceda "paz ao mundo inteiro" diante da "violência da guerra que mata e destrói".

A mensagem ocorre em um cenário de crescente tensão internacional, marcado pela escalada de conflitos no Oriente Médio, envolvendo Estados Unidos, Irã e Israel, além da guerra entre Rússia e Ucrânia. Esta foi a primeira celebração de Páscoa presidida por Leão XIV desde que assumiu o pontificado, em 8 de maio de 2025.

Surpresa em português e homenagem a Francisco

Publicidade

Em um momento breve da celebração, o pontífice surpreendeu os fiéis ao fazer uma saudação em português, desejando "feliz Páscoa". Durante o discurso, Leão XIV também fez referência ao seu antecessor, o Papa Francisco, ao recordar uma reflexão sobre a ressurreição de Cristo.

Segundo ele, a mensagem pascal representa uma força de renovação capaz de transformar a realidade, mesmo diante das adversidades: "A ressurreição de Cristo não é algo do passado; contém uma força de vida que penetrou o mundo. Onde parecia que tudo morreu, voltam a aparecer por todo o lado os rebentos da ressurreição", afirmou o papa.

Vigília Pascal reúne 10 mil pessoas

Publicidade

Na noite anterior, neste sábado (4), o papa Leão XIV celebrou a missa da Vigília Pascal na Basílica de São Pedro. Cerca de 6 mil fiéis participaram da cerimônia no interior da basílica, enquanto outros 4 mil acompanharam a celebração do lado de fora, por meio de telões instalados na Praça de São Pedro.

A transmissão da missa deste domingo foi realizada pelo Vatican News, portal oficial de notícias da Santa Sé, que também divulgou as estimativas de público. A saudação em português foi destacada nas redes sociais do Vaticano, com uma foto da celebração.

O apelo pela paz ecoa preocupações crescentes da Igreja Católica com os múltiplos focos de conflito ao redor do mundo. Analistas do Vaticano observam que o tom do novo pontífice mantém a linha diplomática de engajamento pela paz estabelecida por seus antecessores, mas com ênfase renovada no contexto geopolítico atual.